Diretor de futebol também falou do mercado de transferências do Esquadrão e avaliou plantel do clue
O Bahia venceu o amistoso contra o Montevideo City Torque por 4 x 1 neste sábado (4) e largou com um triunfo em sua intertemporada. Após a partida, o diretor de futebol do Esquadrão, Cadu Santoro, concedeu uma entrevista coletiva.
Em certo momento, Cadu falou dos objetivos do Tricolor de Aço na temporada. Ele deixou claro que a principal meta do clube é garantir a classificação para a Copa Libertadores do ano que vem. O cartola também falou das frustrações acumuladas no torneio continental e na Copa do Brasil em 2025.
” A gente quer o clube todo ano classificando para a Libertadores. Sabemos que as Copas têm muita imprevisibilidade dentro da competição. A gente entende que são torneios com possibilidade de conquistas maior que os pontos corridos, onde a folha salarial está atrelada aos campeões. Mas a gente precisa sempre crescer como um todo, e todas as áreas estão trabalhando para isso. O campo é a consequência de um processo de gestão em vários departamentos. Esse é o objetivo todo ano: seguir crescendo e se estabilizar como um clube de top-5 ou top-6 do Brasil, o que não é fácil na liga brasileira.”
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Mercado do Esquadrão
Cadu também explicou como será o período de transferências do Bahia neste meio de ano. O diretor relembrou uma frase que considera a janela de julho como “a de correções”, mas disse que não deve fazer muitas movimentações, uma vez que o Esquadrão tem um calendário de jogos menor por conta das eliminações na Libertadores e na Copa do Brasil.
“Eu sei que repercutiu uma fala minha de que a janela do início do ano é para grandes contratações e a do meio do ano é para correções. Explico o porquê: o segundo semestre costuma ter um volume menor de jogos do que o primeiro. Não faz sentido inflar o elenco agora. Como tivemos quedas nas Copas e o calendário encolheu, a tendência natural é que a gente tenha uma diminuição do quantitativo de atletas neste momento, abrindo espaço também para os jovens da base ganharem minutagem, o que é um pilar do nosso projeto, mesmo que o torcedor às vezes não entenda a saída de um jogador sem uma reposição imediata.”
Santoro aproveitou para negar que o Tricolor de Aço buscará algum substituto para o meia Everton Ribeiro, que vive momento de baixa no clube. Segundo o diretor, o plantel já tem jogadores que contemplam as funções exercidas pelo camisa 10 do time.
“Para essa função de articulação, confiamos em nomes como Nestor, Michel, Jean Lucas — cada um com seu estilo. Portanto, não traremos ninguém para essa posição nesta janela, a não ser que haja alguma saída imprevista. Se precisarmos, vamos olhar para a base, onde temos talentos promissores como o Roger Gabriel, o David Martins e o Carioca, que já treina, com o profissional.”

Cadu Santoro, diretor de futebol do Bahia – Foto: Catarina Brandão/EC Bahia
Outras respostas
Acertos e erros nas contratações
“Difícil falar sobre acerto, o que eu posso dizer é que se vocês olharem nossas janelas 2023 foi um ano diferente porque foi preciso remontar o elenco, a gente não tinha um treinador com experiência da liga. A gente tem um perfil muito claro de contratações, muitos atletas jovens para retorno financeiro, atletas mais experientes que muitas vezes chegam livre. A gente não vai fazer movimentos fora dessa lógica. Quero ir para o mercado gastar 25 milhões de euros para um jogador por pura performance, mas não é a nossa fase do projeto ainda. Não adianta especular fora do nosso perfil de atletas para hoje.”
Lateral-direita
“Não necessariamente (vamos ao mercado). A nossa decisão é técnica, baseada na montagem do elenco, e não financeira. Quando o Arias saiu, nós já havíamos planejado usar o Marcos Victor ali pela velocidade e capacidade de construção dele. No paralelo, mapeamos o mercado e trouxemos o Román Gómez, um atleta jovem, mas já com minutagem expressiva na Libertadores e enfrentando jogadores de alto nível, como o Samuel Lino. O Gilberto tinha contrato até o final do ano e já havíamos decidido não renovar. Até o fim do ano, nosso planejamento para a lateral-direita é seguir com Marcos e Román.”
Cobrança interna
“Acho que 100%, é minha responsabilidade ter o planejamento do clube, defender esse planejamento. Então é minha responsabilidade também as cobranças internas. Felizmente as coisas não vazam como no passado, a gente entende que a gestão profissional é justamente o contrário disso. O que acontece dentro do CT é resolvido lá dentro. As conversas acontecem internamente, de uma maneira profissional, como tem que ser. Vocês nos empregos de vocês também passam por isso. Quando não cumprimos o objetivo, sentamos e explicamos o que aconteceu, quais serão as consequências. O que a gente não faz é ficar vazando para jogar para a torcida. Nossas cobranças são internas, como deve acontecer em qualquer clube sério.”
Gabriel Pec
“Não era uma uma posição que a gente precisava aumentar o quantitativo de atletas. O Gabriel era um jogador que eu vinha falando internamente há dois anos porque acho que iria nos ajudar em nosso estilo. Tivemos interesse e fizemos uma proposta, mas os valores fizeram a gente sair da negociação porque entendemos que não seria algo que deveríamos dar sequência. Acho que é um atleta que tem tudo para dar muito certo na liga brasileira, mesmo não sendo tão jovem quanto o Alejo. Temos Ruan Pablo e Kauê Furquim, que precisam receber mais minutos, fazem parte do nosso projeto. Então é nosso trabalho fazer movimentos para que eles joguem e performar dentro do clube.”










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