Paulo Autuori conversou com a imprensa e abordou diversos tópicos sobre o Fortaleza
O Fortaleza apresentou, no início da tarde desta quinta-feira (30), o seu novo treinador para o restante da temporada de 2026. Paulo Autuori, anunciado na última semana para o lugar de Thiago Carpini, conversou com a imprensa presente no Centro de Excelência Alcides Santos, no Pici, e abordou diversos temas, entre eles o contato inicial com o plantel, a comissão técnica, os próximos desafios e utilização de atletas das categorias de base.
Depois de acompanhar a vitória por 1 a 0 diante do Botafogo-SP, na última terça-feira (28), Autuori realizou o primeiro treinamento com seus novos jogadores nesta quarta-feira (29). Ele revelou que a primeira conversa com o grupo serviu para deixar claro as ideias que possui e os fatores que trata como inegociáveis dentro do seu trabalho. Pediu, ainda, para que os jogadores sejam corajosos, resilientes e tenham mente aberta.
“Primeiro contato foi com o objetivo de deixar muito claro aquilo que vai ser o nosso trabalho. Em relação ao jogo, temos pilares que suportam a ideia de jogo. Para atingirmos esses pilares temos que ter princípios. E para atingir esses princípios precisamos ter comportamentos individuais e coletivos. Então o objetivo do estafe como um todo foi apresentar aquilo que será o nosso trabalho, situações que são inegociáveis. Foi ótimo o primeiro contato. Acho que temos condições de potencializar muitos jogadores e, por consequência, o coletivo. O que eu pedi foi coragem, resiliência e mente aberta”, disse.

Foto: Leonardo Moreira/Fortaleza EC
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COMISSÃO TÉCNICA
Paulo Autuori chega ao Fortaleza com um treinador adjunto: Bernardo Franco. Este profissional vai auxiliar nos trabalhos do dia a dia, sendo uma espécie de segundo treinador. Além dele, o Leão ainda possui o auxiliar permanente Reinan Santos, que caiu nas graças da torcida após comandar o time na vitória sobre o Botafogo-SP. O objetivo do comandante principal do clube é desenvolver esses dois jovens profissionais, para que no futuro eles venham a ser, também, líderes de um projeto.
“O meu objetivo é desenvolvê-los para que no futuro, espero que o mais próximo possível, eles estejam aptos para pegar essa liderança. O futebol brasileiro precisa dos profissionais mais jovens para que haja essa mudança. Precisamos cuidar muito mais dos nossos jogadores e dos nossos treinadores”, afirmou.
HISTÓRICO DE ROMPER CONTRATOS
Sobre o seu histórico de deixar equipes no meio do trabalho, Autuori tranquilizou e afirmou que não há a menor possibilidade disso acontecer. Brincou, inclusive, falando que só deixa as dependências do Fortaleza para aproveitar as “praias cearenses”. Assumiu, também, que teve convites para ser treinador no exterior e recusou. “Eu tive convites para ir para fora, como treinador, e não fui. Tudo tem um porquê (sobre saídas dos clubes). Não há nenhuma possibilidade [de deixar o Fortaleza]. Daqui eu saio para aproveitar as praias cearenses, e só”, frisou.
DESAFIO CONTRA O PALMEIRAS
Logo de cara, Autuori e sua comissão técnica têm uma grande missão: encarar o Palmeiras nas oitavas de final da Copa do Brasil. O treinador afirmou que seria hipocrisia da sua parte pedir coragem aos atletas e montar uma equipe completamente retrancada diante do Verdão. Portanto, deixou claro que o torcedor pode esperar um time que busca jogar e não apenas se defender.
“Os três aspectos que falei como fundamentais (coragem, resiliência e mente aberta) tem que aparecer de alguma maneira, além de algumas ideias que já podem ser apresentadas no jogo. Não de maneira sólida, porque temos pouco tempo para trabalhar. Eu não posso pedir coragem aos jogadores e chegar contra o Palmeiras e botar a equipe toda aqui atrás esperando para não sofrer gols. Não vai ser isso que vou passar, porque não tem nada a ver com aquilo que acredito como vida, e futebol é vida. Podem perder a esperança em pensar que nós vamos apenas deixar o adversário jogar”, afirmou.
UTILIZAÇÃO DA BASE E ELENCO ENXUTO
Bastante sincero, Paulo Autuori disse que gosta de trabalhar com elencos enxutos, sem ter jogadores encostados. Sua preferência é completar o elenco com atletas das categorias de base. Assim, o técnico acredita que pode dar um suporte maior para todos jogadores, uma vez que preza pelo cuidado individual em seus trabalhos.
“Eu gosto de trabalhar com grupo enxuto. Eu sou sincero contigo. A primeira coisa que eu faço é entender o que tenho no sub-20. Eu não gostaria de ter um grupo grande, com três, quatro ou cinco jogadores que você praticamente não utilizou ao longo da temporada, e vai utilizar em situações emergenciais. Ora, se é uma situação emergencial, eu prefiro olhar para o interno e saber que jogadores das camadas formativas tem mínimo de capacidade para gerar uma tranquilidade. E se esse jogador entra e vai bem, eu sei o bem que se faz para todo o futebol do clube. Não gostaria de trabalhar, e não vamos, com jogadores que estão por estar. Todos os jogadores que pertencerem ao grupo têm que se sentir cuidado”, encerrou.

Foto: Viktor Araújo/Fortaleza EC









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