Mandatário alvirrubro falou sobre a postura do meia, enganando a todos, e que fará valer o direito garantido por contrato
A novela envolvendo o meia Dodô e o Náutico ganhou mais um capítulo na quinta (30), quando a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) concedeu a rescisão indireta de contrato ao jogador. O Timbu se pronunciou oficialmente nesta sexta (31), através do presidente Bruno Becker, que detonou a postura do atleta, pondo em xeque o caráter dele.
De acordo com o mandatário, toda a situação indignou bastante o Náutico. O clube irá se defender na Justiça sobre essa situação e tem segurança de que fará valer seu direito, já que havia manifestado que iria exercer o direito de compra previsto em contrato.
“O Náutico recebe com surpresa, indignação, tanto a decisão quanto, principalmente a postura do atleta. Esse fato tem que ser analisado sob dois prismas: o jurídico e de caráter, conduta. No jurídico cabe recurso, vamos apresentar defesa de mérito foi medida liminar e o processo segue, temos vários exemplos de atletas que conseguiram liminar e no mérito revertemos”, iniciou.
“No caráter foi ainda mais surpresa, indignação ainda maior. Poucas vezes na vida vi tanta desfaçatez e dissimulação de uma pessoa. O Náutico não cometeu nenhuma irregularidade, seja de conduta ou jurídica. Quem cometeu foi o atleta, o Coimbra-MG. O Náutico sempre procurou tratar de forma honesta e transparente”, acrescentou Bruno Becker.

Foto: Rafael Vieira / Náutico
Outro ponto ressaltado por Bruno Becker foi o fato de Dodô ter enganado a todo mundo no clube, principalmente o elenco, que fez o esforço junto à comissão técnica e o presidente para que o meia fosse reintegrado. Algo que aconteceu e ele continuava no dia a dia normalmente, mesmo entrando na Justiça e esperando a decisão.
“É inadmissível, o atleta não enganou ao clube e todos nós, mas aos companheiros de equipe, que pediram pela permanência dele. Diante desse pedido, quando chegou a mim, pensei no clube e reintegramos o atleta. Todo esse movimento foi feito e ele sabia que havia a ação. Eu conversei ontem com o atleta, ele disse que estava tudo certo e ia para o jogo, mas sabendo da liminar que estava perto de ser dada”, disse.
“Mas mais do que uma questão jurídica, é questão de caráter. E isso, de verdade, traz uma indignação, uma revolta para mim, o clube, atletas, funcionários, torcida, todo mundo. Porque não acredito que tenha alguém que aplauda uma postura dessa, seja qual profissional for ou de qualquer área”, explicou o presidente do Náutico
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Foto: Rafael Vieira/Náutico
Náutico vai buscar indenização por saída de Dodô
Diante deste cenário que está posto, o Náutico já pontua que não quer mais continuar com o atleta. Agora o intuito é ser indenizado por essa quebra de contrato, contando com que o Timbu estava no seu direito com a opção de compra e está resguardado contratualmente.
“O Náutico vai apresentar a defesa de mérito e, a depender do resultado, vai-se entrar com o recurso. O Náutico exerceu o direito de compra. A partir do momento que chegou a proposta do time da Coreia do Sul, formalizamos de acordo com o que estava no contrato, em que o primeiro pagamento da parcela seria em fevereiro de 2027”, argumentou.

Foto: Rafael Vieira/Náutico
“O atleta consegue a liminar e, vamos supor que a CNRD não tivesse concedido a liminar, ele não iria mais jogar no Náutico, porque não podemos manter um atleta que tem uma ação contra o clube, ainda mais uma ação depois dele ter pedido para ser reintegrado e o grupo ter pedido por ele. No efeito prático, com ou sem liminar, ele não jogaria mais pelo clube”, pontuou o presidente.
“Brigamos agora não para ter o atleta. Não queremos gente no Náutico com caráter duvidoso, para não dizer outra coisa. Em nenhum departamento. Vamos brigar pelos direitos econômicos que exercemos os direitos de compra, pelos 50%. Vamos brigar para o clube ser indenizado, vamos brigar por dinheiro e buscar em última instância fazer valer os 50% dos direitos econômicos”, finalizou Bruno Becker.
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Foto: Marcelo Chagas/Náutico










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