O meia disse que não se arrepende de ter chamado Dodô para conversar e acertar um possível retorno
Jean Carlos, responsável por buscar um acerto para o retorno de Dodô ao time, falou pela primeira vez sobre o assunto após a saída surpresa do meia do Náutico. Na entrevista coletiva nesta segunda-feira (3), ele citou o ex-companheiro de equipe como “laranja podre” e ressaltou que quem deseja permanecer precisa estar focado no clube.
Jean disse que não se arrepende de ter ido conversar com Dodô, e tomou a atitude porque viu o jogador estava “ostracizado” do grupo, e que faria novamente por qualquer outra pessoa. Sobre a situação, o meia criticou a “subserviência” do jogador para com os agentes pode prejudicá-lo na sequência da carreira.

Foto: Rafael Vieira/Náutico
Ao tentar ver algo positivo, o meia chamou Dodô de “laranja podre” e reforçou que quem está no Náutico hoje precisa estar focado, buscando os objetivos como clube, e querendo permanecer. Ele disse que não iria julgar a decisão do meia de sair, e desejou sucesso na sequência da carreira.
“Faria de novo com qualquer outra pessoa que eu imaginasse que estaria falando a verdade, eu teria a mesma atitude sem problemas. O que aconteceu pega qualquer um de surpresa por tudo o que fizemos para trazer ele de volta. E tudo isso que aconteceu é chato para o clube e ruim para ele. O que eu posso dizer para ele é que essa subserviência, às vezes, aos agentes pode prejudicá-lo. Mas olhando para o lado positivo, se é que posso usar esse termo, é que quando a gente encontra algumas laranjas podres a gente tem que ficar quando elas saem. Se é uma pessoa que não queria estar, que bom que ela saiu. Porque como a gente falou: quem está aqui tem que querer estar no Náutico”, iniciou Jean.
“A gente sabe de todos os problemas que o clube tem. Não vou julgar a decisão e o Dodô, não tenho o que falar dele. Ele achou que era melhor para ele. E como eu disse e repito: faria novamente por outra pessoa que estava passando por o que ele estava passando. Cheguei no treino e ele estava ostracizado e fui falar com ele, se colocou à disposição para voltar. Acreditei e foi feito todo o movimento para que ele voltasse. Mas desejo que Deus abençoe a vida dele e encontre paz no que ele fez e no caminho dele. Mas jogador nenhum é maior que o clube. Quem está aqui é porque quer estar. Quem não quis pode sair. Temos um longo caminho, temos objetivos na competição, e quem não está focado, aqui não merece estar. Lamento pelo clube, por tudo o que ele fez, e vida que segue”, completou o meia.
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Relembre imbróglio envolvendo Dodô no Náutico
No início de julho, Guilherme dos Anjos comemorou a decisão do Náutico em comprar em definitivo os direitos econômicos de Dodô junto ao Coimbra-MG pelo valor de R$ 800 mil. A compra foi exercida após o meia receber uma proposta do Jeonbuk Hyundai, da Coreia do Sul. O treinador revelou que conversou com o atleta o orientando a não aceitar a proposta, por não ser condizente ao que ele merecia no momento.
A ideia do atleta não participar mais do grupo principal parecia certa, até o momento em que Dodô e Jean Carlos conversaram no CT. O meia pediu desculpas pela situação e manifestou o desejo de retornar ao time. Jean convocou as lideranças do elenco para falar com Hélio e tratar do assunto.
Dodô conversou com Guilherme dos Anjos e o auxiliar reafirmando a vontade de voltar para o grupo principal, e isso aconteceu. Hélio reforçou que a situação estava resolvida e o atleta voltou a treinar com o elenco normalmente para o jogo contra o Londrina, e só não jogou porque sentiu uma lesão de grau 1 na coxa direita. Nos últimos dias, ele estava comparecendo no CT para treinar junto com o grupo que se prepara para enfrentar o Atlético-GO, no domingo (9), às 16h, nos Aflitos.
Na última quinta-feira (30), Dodô conseguiu rescisão indireta do contrato com o Náutico via Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). O atleta e o Coimbra, que tem dos direitos econômicos do atleta, entraram com a ação e conseguiram a decisão liminar de liberar o jogador para acertar a transferência para o Jeonbuk Hyundai Motors, da Coreia do Sul.
A situação envolve diretamente a cláusula de opção de compra do meia junto ao Coimbra. Conforme divulgado pelo Náutico, o valor de R$ 800 mil foi dividido em cinco parcelas e começaria a pagar em fevereiro de 2027.
Porém, a CNRD pediu que o Náutico apresentasse o comprovante de depósito do valor e a proposta oficial de contrato com Dodô, que seria negociada no ano que vem. Porém, o clube não apresentou os documentos dentro do prazo. O presidente Bruno Becker explicou que o e-mail enviado pedindo explicações não foi enviado para o endereço que ele usa com frequência. Por isso, não foi respondido.
O Náutico disse que vai recorrer da decisão e buscar todos os direitos que estão salvaguardados pelo contrato do atleta. A rescisão de contrato foi publicada no BID da CBF e ele deixou o clube em definitivo.










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