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Presidente do Ferroviário dispara contra SAF do clube e fala em possível rompimento

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Por Guilherme de Andrade

Por Guilherme de Andrade

Postado dia 4 de agosto de 2026

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De acordo com o presidente Rodger Raniery, a SAF do Ferroviário não está cumprindo o planejado em contrato 

Com a eliminação na Série D do Campeonato Brasileiro antes do previsto, os problemas financeiros do Ferroviário ficaram ainda mais em evidência. Para comentar sobre o momento atual do clube, o presidente Rodger Raniery, conversou com a imprensa nesta segunda-feira (3). Ele foi categórico nas palavras e afirmou que não confia mais no projeto da SAF, mencionando, até, a intenção de romper e retornar ao modelo associativo. 

“Está na hora de reconhecermos que o Ferroviário precisa de um novo rumo, de um novo caminho. Ferroviário precisa reconhecer que o projeto não vem dando certo. De maneira bem fria e tranquila eu digo que não acredito mais no projeto. Infelizmente, ele não vem dando certo. Projeto esse que confiei e defendi durante a campanha e que eu fiz de tudo para ajudar a dar certo”, declarou.

“Não acredito que os aportes financeiros prometidos vão se concretizar. Já convoquei o Conselho Deliberativo, para que eles convoquem uma Assembleia Geral, para que ela diga se o Ferroviário vai permanecer com esse projeto ou vai optar pela descontinuidade. A partir da resposta, vou agir de maneira responsável dentro do contrato. O contrato tem obrigações e deveres que não estão sendo cumpridos. A partir do momento que a Assembleia Geral me permitir um possível rompimento, assim farei. Sem exitar. Eu defendo uma SAF, mas uma SAF responsável”, completou.

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O Ferroviário encara graves problemas financeiros, escancarados pelo ex-treinador da equipe, o português Nuno Pereira, após a queda na Série D. O time deve salários aos jogadores e funcionários. Pela incapacidade de pagar uma folha salarial, Rodger assumiu que não deve disputar a Taça Fares Lopes, competição estadual que dá vaga para a Copa do Brasil – o Tubarão já está confirmado no torneio nacional em 2026. 

“Acredito que o grupo investidor não queira jogar a Fares Lopes, porque ela nos dá direito a uma vaga na Copa do Brasil e nós já estamos. Se o futebol voltar para o associativo, eu não tenho interesse em jogar a Fares Lopes. Vou adiantar aqui. Ferroviário, hoje, não é autossustentável para pagar as folhas, por isso a gente vem com salários atrasados. A não ser, lógico, que eles (SAF) cumpram o contrato. Caso não cumpram, e a Assembleia permitir, vamos para o rompimento e cabe a mim ir atrás de investimento, recursos”, finalizou. 

Rodger Raniery - Ferroviário - Presidente

Foto: Lenilson Santos/Ferroviário

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