Treinador é o 4º com mais jogos do Esquadrão e o 2º mais longevo na Série A
Nesta quarta-feira (9), o treinador Rogério Ceni completa três anos no comando do Bahia. Contratado em setembro de 2023, o treinador atravessou momentos de forte contestação, críticas da torcida e oscilações dentro de campo, mas também foi responsável por conduzir o clube a conquistas e marcas que mudaram o patamar do Esquadrão nos últimos anos.
A longevidade, por si só, já representa um ponto fora da curva no futebol brasileiro. Todavia, o principal legado de Ceni no Tricolor de Aço está nos resultados alcançados desde a chegada ao clube. Em três temporadas, o Tricolor deixou de lutar contra o rebaixamento para voltar a disputar a Libertadores, estabeleceu suas melhores campanhas nos pontos corridos e conquistou títulos que não levantava havia anos.

Rogério Ceni, treinador do Bahia – Foto: Letícia Martins/EC Bahia
Da luta contra o rebaixamento à Libertadores
Ceni assumiu o Bahia em setembro de 2023, em meio à luta contra o rebaixamento. Naquele momento, o principal objetivo era manter o clube na Série A – o que aconteceu na última rodada e abriu caminho para uma transformação significativa na temporada seguinte. Em 2024, o Tricolor de Aço fez contratações de peso e terminou o Brasileirão na 8ª colocação, com 53 pontos – a melhor campanha do clube na história dos pontos corridos até então.
O resultado recolocou o Esquadrão na Libertadores após 35 anos. O clube voltou a disputar a principal competição continental em 2025, em um dos principais marcos da reconstrução esportiva promovida desde a chegada do Grupo City. Ainda, o Bahia conquistou o Campeonato Baiano e a Copa do Nordeste naquele ano. A dobradinha teve peso especial: o clube não conquistava os dois torneios na mesma temporada desde 2001.
O trabalho ganhou continuidade em 2026 ano em que o Esquadrão voltou a conquistar o Campeonato Baiano e alcançou o bicampeonato estadual sob comando do treinador.

Rogério Ceni com a taça da Copa do Nordeste – Foto: Antonio Marzaro/NE45
Nem tudo foi perfeito
O caminho até aqui, no entanto, esteve longe de ser linear. Ceni passou por períodos de forte pressão e contestação, principalmente quando os resultados não acompanharam o desempenho esperado ou quando a equipe apresentou oscilações. Os principais pontos de contestação foram a queda de rendimento em 2024, a eliminação no playoff da Copa Sul-Americana e péssimo desempenho como visitante em 2025.
Neste ano, as saídas consideradas vexatórias na Pré-Libertadores (para o O’Higgins na 2ª fase) e na 5ª fase da Copa do Brasil (para o Remo) fizeram o treinador ter seu trabalho contestado, mas sua demissão nunca pareceu estar em pauta para o Grupo City.
Números da passagem
A transformação não ficou restrita aos troféus. Ceni também acumulou marcas históricas no comando do Bahia. Em agosto, o treinador completou 200 jogos à frente da equipe e se tornou o quarto técnico com mais partidas na história do clube. São 199 jogos oficiais e três amistosos, com 104 triunfos, 43 empates e 55 derrotas.
Na Libertadores, Ceni já é o treinador que mais comandou o Tricolor de Aço na história da competição e também o que mais venceu, com cinco triunfos. Na Copa do Brasil, divide com Evaristo de Macedo o posto de técnico com mais partidas pelo clube, com 16. No Brasileirão, ocupa a segunda posição entre os treinadores que mais comandaram o Tricolor, além de ser o segundo com mais vitórias.
Ao todo, são três títulos conquistados: dois Campeonatos Baianos (2025 e 2026) e uma Copa do Nordeste (2025).









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