Comandante tricolor demonstrou insatisfação com o 2 a 2 e rebateu cobranças sobre o número de substituições
O empate por 2 a 2 entre Fortaleza e Athletic-MG, neste domingo (27), na Arena Castelão, deixou um gosto amargo para Paulo Autuori. Após a partida válida pela 30ª rodada da Série B, o treinador tricolor demonstrou forte insatisfação com o resultado e, principalmente, com a maneira como sua equipe permitiu a reação do adversário.
O Fortaleza saiu atrás, mas conseguiu construir a virada com gols de Maílton e Lucas Sasha. A vantagem, porém, durou pouco. O Athletic voltou a deixar tudo igual com Enzo, aos 14 minutos do segundo tempo. Kauan Lindes havia marcado o primeiro gol dos mineiros.
Na avaliação de Autuori, o Fortaleza produziu o suficiente para conquistar os três pontos. O técnico utilizou até a pouca participação de João Ricardo durante a partida para sustentar sua análise sobre o desempenho do Tricolor.
“Eu estou decepcionado, porque foi um jogo em que o João Ricardo fez uma defesa no jogo todo. Uma vez mais, outro jogo em que nós fizemos os gols necessários e suficientes para ganhar o jogo”, afirmou.
O ponto que mais incomodou o comandante foi a maneira como o Fortaleza administrou a vantagem. Lucas Sasha marcou o gol da virada aos quatro minutos da etapa final, mas Enzo empatou aos 14. Autuori chamou para si a responsabilidade pelo que aconteceu em campo e deixou evidente a insatisfação.
“Você não passa oito minutos sem sofrer o gol da maneira como nós sofremos. Então isso é minha responsabilidade, eu não tenho dificuldade nenhuma nisso, mas eu não gostei, não estou nada contente. Não podia estar porque se esperava uma outra situação”, enfatizou.
Técnico rebate cobrança por substituições
Outro assunto abordado foram às substituições. Autuori realizou quatro alterações e contestou a ideia de que um treinador precise necessariamente esgotar as cinco mudanças disponíveis durante a partida. Para o treinador, a quantidade de substituições precisa estar ligada às necessidades apresentadas pela equipe.
“Essa situação de cinco mudanças, ela só se proporcionou em relação à pandemia e depois ficou. Então, nenhum treinador tem que se sentir obrigado a fazer, entendeu? Quando sentir que a equipe está bem em todos os aspectos, eu nem faço, nem vou fazer mudança. Não sou obrigado a fazer por isso”, iniciou.
“Quando você faz cinco substituições, qual é o objetivo? Só físico ou qualitativo também? Então, cinco substituições implica em cinco mudanças, 50% da equipe. Então, eu não me sinto e nem vou me sentir obrigado a fazer duas, três, quatro, cinco”, enfatizou.
Autuori cobra tranquilidade para controlar os jogos
Mais do que mexer na escalação, o treinador entende que o Fortaleza precisa melhorar a leitura dos momentos da partida. Para Autuori, após conseguir uma vantagem, a equipe deve diminuir a ansiedade e controlar o adversário através da posse e das decisões coletivas.
“Isso aí é só a pressão de quem tá fora e vê que tem cinco que pode fazer, e é como se isso fosse resolver alguma coisa. O que resolve é mais tranquilidade. Quando você passa à frente do resultado, é controlar mais o jogo.”
“É ter o controle do jogo com jogadas, com intenção, é simples. Quando você faz o gol, você não pode se empolgar muito em relação às jogadas individuais. Tem que fazer o simples, porque aí é a equipe que tem que produzir.”
Apesar da frustração, o Fortaleza ampliou sua sequência de invencibilidade para 11 partidas no returno, agora com cinco vitórias e seis empates. O Tricolor chegou aos 52 pontos e terminou o confronto ocupando provisoriamente a vice-liderança da Série B. O próximo compromisso será na sexta-feira (2), às 21h35, diante do Náutico, no Castelão.










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