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CEO do Fortaleza aponta descrença em punição a envolvidos em atentado: “A impunidade vai reinar”

Copa do Nordeste, CE, Fortaleza, PE, Sport, Últimas

Por Yago Mendes

Por Yago Mendes

Postado dia 22 de fevereiro de 2024

Segundo Marcelo Paz, envolvidos devem ser punidos por “tentativa de homícidio” contra delegação do Fortaleza de acordo com o Código Penal brasileiro

“A impunidade é a mãe do próximo crime”, foi assim que o CEO da SAF Fortaleza, Marcelo Paz iniciou seu pedido para que os envolvidos no atentado ao ônibus do clube, na saída da Arena de Pernambuco, que recebeu o embate diante do Sport, na última quarta-feira à noite.

De acordo com o dirigente, o que aconteceu no caminho de volta do time para o hotel, ao ter o ônibus alvejado por pedras e bombas na BR-232, foi uma tentativa de homícidio premeditada e precisa ser encarada como tal para que sejam feitas as punições com base no Código Penal Brasileiro. Dessa forma, Paz afirmou que os integrantes da facção uniformizada não podem ficar impunes.

“O que tem de ser feito está no Código Penal. Tem que punir. Tem que prender. Não cabe a mim. Esportivamente, quem tem de resolver é o STJD e a CBF. As pessoas que fizeram aquilo não podem passar impunes. É crime. O que aconteceu foi uma tentativa de homícidio, pois podia ter morrido alguém, e foi algo premeditado”, apontou o CEO do Fortaleza.


“Eu acho que tem de ter punição, pois a impunidade é a mãe do próximo crime. Tem que ter punição. Agora, qual vai ser? Os órgãos competentes é que têm de definir, seja CBF, STJD, Polícias, o Judiciário… O que não se pode é achar que está tudo normal. Poderíamos ter voltado sem um companheiro vivo. Deus nos protegeu de algo pior, pois fomos emboscados, caímos em uma tocaia. Se não punir, eu não tenho dúvida de que vai acontecer de novo”, salientou.

Questionado sobre o seu sentimento acerca das punições a serem definidas para os envolvidos no atentado, Marcelo Paz indicou que não acredita que as pessoas irão lidar com o rigor da lei. Segundo ele, o sentimento também é compartilhado com parte dos jogadores do Fortaleza que se feriram na explosão da bomba caseira no ônibus.

“Eu acho que não (vai haver punição). O meu sentimento é que não. O sentimento dos jogadores do Fortaleza é que não. E isso é terrível. Conversei com o (Lucas) Sasha e ele mesmo já estava dizendo que sabia que não ia dar em nada. Estou torcendo para que as coisas mudem e que haja punição, mas eu acho que mais uma vez a impunidade vai reinar”, finalizou.

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