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Capitão do Náutico diz que invasão no CT não pode ser normalizada: “Chegaram agredindo um pai de família”

Náutico, PE, Série C, Últimas

Por Lucas Holanda

Por Lucas Holanda

Postado dia 7 de junho de 2024

Zagueiro Rafael Vaz falou sobre o episódio, diz que não pode ser aceito e mirou virada de chave contra o Caxias-RS

Um dia após a organizada invadir o CT para intimidar o elenco, o zagueiro e capitão do Náutico, Rafael Vaz, concedeu entrevista coletiva e falou sobre o episódio. E o defensor afirmou que o episódio não pode ser normalizado no futebol, até porque houve uma agressão contra um segurança do Timbu que tentava conter a entrada dos membros da organizada no local.

Rafael Vaz ainda reconheceu o momento ruim do Náutico e também que os jogadores estão devendo. O capitão alvirrubro disse que é momento de falar menos e dar mais respostas em campo.

“Acho que eles têm direito de cobrar, mas não aceito tanto pela forma que foi. Chegaram agredindo um trabalhador, um pai de família e isso daí a gente fica chateado. Estamos chateados com toda a situação, não é só esse momento. Os jogadores sabem que estão devendo. Seria hipócrita falar que o clube e os jogadores não sentem o momento que estamos vivendo. Prefiro usar poucas palavras e usar mais trabalho”, disse o zagueiro.


Rafael Vaz_Náutico_2024
Foto: Gabriel França/CNC

A invasão no CT ocorreu três dias após a derrota do Náutico por 2 x 0 para o São José-RS. O Timbu tem apenas sete pontos em seis jogos e ocupa a 12ª colocação. E, na visão do capitão Rafael Vaz, é hora de dar um basta na crise.

De acordo com o zagueiro, a partida de domingo pode representar a virada de chave do Timbu no campeonato. Vaz citou que o Timbu precisa encarar os 13 jogos que restam como finais e convocou a torcida.

“Já passou da hora de a gente dar uma resposta para nós e para a torcida. Faltam 13 jogos e o Náutico precisa fazer 13 finais. É respeitar o que aconteceu, mas não aceitar, porque se você aceita isso vira normalidade, e isso não pode ser normalidade no futebol. Independentemente do que aconteceu, precisamos ganhar domingo. Respeitamos o Caxias, mas sabemos da responsabilidade. Domingo é um jogo-chave para voltar as pazes com a torcida e entrar de vez no campeonato”, finalizou o zagueiro.

Náutico e Caxias se enfrentam no domingo (9), às 19h, nos Aflitos, em compromisso marcado pela oitava rodada da Série C.

Entenda o que ocorreu na invasão ao CT do Náutico

Membros da principal organizada do Náutico invadiram o CT Wilson Campos nessa quinta-feira (6) para intimar o elenco em meio ao momento ruim vivido pelo clube na Série C. O episódio ocorreu antes do treinamento e a polícia foi acionada após a presença do grupo organizado no local.

Em vídeos e imagens que circulam nas redes sociais, é possível observar que o grupo organizado invadiu o CT pelo portão principal, inclusive com agressão a um segurança do clube.

Posteriormente, as imagens mostram o grupo reunido com o elenco na frente do hotel do CT Wilson Campos.

A polícia foi acionada logo após a entrada de membros da organizada. Foi possível ver várias viaturas no CT Wilson Campos.

CT do Náutico foi invadido em 2023

No ano passado, no início da Série C, o CT do Náutico foi invadido por membros de organizada. A pratica não é novidade.

Na ocasião, cerca de 30 membros da principal organizada do clube entraram inclusive no auditório e intimidaram atletas e direção, além de soltarem rojões no CT.

Leia, na íntegra, a nota do Náutico sobre a invasão

O Clube Náutico Capibaribe vem a público se posicionar diante dos fatos ocorridos nesta quinta-feira (6), no CT Wilson Campos.

Antes do treino, membros de uma das torcidas organizadas do Náutico invadiram o centro de treinamento alvirrubro com o objetivo de cobrar o elenco pelo desempenho da equipe na Série C do Brasileirão.

Ressaltamos que os atletas, naquele momento, se encontravam na academia do próprio CT, realizando a primeira parte do treinamento previsto para esta tarde, quando foram obrigados a paralisar a atividade.

A conversa aconteceu no estacionamento em frente ao hotel e foi acompanhada em todo momento por seguranças do clube e policiais militares.

Entendemos que este tipo de cobrança em nada agrega ao trabalho e tampouco se traduz em resultados dentro de campo. A cobrança pode existir, dentro de um limite legal e sem qualquer tipo de agressão, seja ela física ou verbal.

Ressaltamos que todas as medidas possíveis para proteger nossos funcionários durante este episódio foram adotadas e que a atividade prevista para acontecer no campo 2 do CT foi realizada normalmente.

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1 Comentário

  1. Mario Eduardo

    Infelizmente isso já foi normalizado no Brasil, toda semana acontece em algum clube,e com conivência das diretorias

    Responder

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