Leão da Barra podia ficar até dez jogos sem público
Nesta quinta-feira (31), o Vitória foi multado em R$30 mil por conta de cantos homofóbicos ocorridos na partida contra o Grêmio, no dia 27 de abril. Na ocasião, a torcida rubro-negra proferiu ofensas ao zagueiro Wagner Leonardo, ex-atleta do clube.
O procurador Marcos Souto Maior pediu a pena máxima: portões fechados e multa. Em contrapartida, a defesa do clube pediu absolvição. O relator, Eduardo Xible Ramos, propôs punição com base no artigo 243-G do Conselho Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), com multa de R$ 40 mil. Dentre os auditores, Antonio Brandão sugeriu R$ 20 mil, e Rodrigo Bayer votou por R$ 30 mil.
No julgamento, o Vitória foi absolvido da acusação de infração ao artigo 191, que trata de responsabilidades administrativas, mas punido pelo artigo 243-G, que trata de “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante”.

Torcida do Vitória contra o Grêmio – Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
Caso Pepê
Também estava em pauta o julgamento do volante Pepê, expulso no clássico contra o Bahia, no dia 18 de maio. O camisa 6 do Leão foi denunciado no artigo 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), por conduta violenta, e punido, no dia 17 de julho, com quatro partidas de gancho pela 3ª Comissão Disciplinar.
Todavia, dois dias depois, o Vitória conseguiu aplicar um efeito suspensivo na pena do volante, que participou dos jogos contra Red Bull Bragantino e Sport, desfalcando a equipe apenas contra o Santos. O novo julgamento estava marcado para esta quinta-feira (31).
Porém, o tribunal do Pleno do STJD optou por retirar o processo de pauta, adiando o julgamento para a próxima sessão do tribunal.

Pepê, volante do Vitória – Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
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