Campanha publicitária foi lançada ainda em junho
O rebaixamento do Sport no Campeonato Brasileiro deverá representar um péssimo negócio em termos financeiros para o clube. Cota de televisão menor, patrocínios menores, menos visibilidade… Tudo isso deve contribuir para que a arrecadação do clube caia significamente. Porém, o clube pode ter um alento em breve. Tudo por conta de uma campanha publicitária feita ainda no meio do ano.
Em junho, o CataflamPRO!”, marca de anti-inflamatório da Haleon, lançou uma peça, que tem o ex-jogador Vampeta como ator, com o mote “Caiu? Doeu? CataflamPRO!” (veja no final desta matéria). Em resumo, a ideia seria “curar” a dor do primeiro time rebaixado da Série A. No caso e na prática, esse clube seria o Sport.
Com o rebaixamento matematicamente confirmado no último sábado na goleada contra o Flamengo, essa campanha voltou à tona. E ficou a dúvida no ar: vai acontecer de fato esse patrocínio ao Sport? O NE45 foi então atrás de algumas respostas com o Leão.

Foto: Paulo Paiva/SCR
O que diz o Sport?
Procurado inicialmente, o presidente Yuri Romão foi sucinto nas respostas. Apenas afirmou que não recebeu, ainda, qualquer contato da empresa, mas que a decisão ficará a cargo do próximo presidente que assumir o clube.
O NE45 também procurou Henrique Aguiar, diretor de marketing do Sport. A resposta foi a mesma: até o momento o clube não foi procurado para fechar a parceria. Henrique, porém, explanou melhor sobre a possibilidade e tudo o que cerca o setor de marketing em casos como esses, de futuras parcerias.
“É importante reunir com todas as agências, empresas e marcas do mercado para entender oportunidades para o Sport. Com essa empresa não é ou será diferente. Claro, reunir com o mercado não quer dizer fechamento de parceria. É apenas um dos vários passos que temos que dar”, explicou, antes de citar uma exemplo na prática que aconteceu na Ilha do Retiro.
“Recentemente fechamos uma parceria que fazia sentido com o clube com a Ambev, no segmento de bebidas. Fazia sentido. Tem patrocínio (verba direta), cashback e outras coisas a mais”, contou.
Sobre se o clube via com bons olhos o patrocínio, Henrique afirmou que nem tudo é “só sobre dinheiro”. E também citou que o clube já tem um patrocínio ativo no ramo farmacêutico, o que poderia gerar um conflito de segmento.
“Primeiro, eu preciso entender os objetivos deles com a parceria/patrocinio, se é que tem. Não é só sobre dinheiro. Tem que fazer sentido. Importante ressaltar que nós temos contrato com a Hebron, que é uma empresa do ramo farmacêutico. Logo, tenho entender se existirá uma proposta por parte deles e verificar se, por algum acaso, teria conflito de segmento. Antecipo que não trabalharemos com conflitos de segmentos. Não faz sentido”, concluiu.
O NE45 tentou contato com a empresa do CataflamPRO, mas até o momento não conseguiu um retorno. A matéria será atualizado quando isso acontecer.

Foto: Pedro Alves/SCR









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