Severino Otávio, o Branquinho, é o nome mais forte para assumir a presidência do Leão após a saída de Yuri Romão ao fim deste ano
A reunião que pode redefinir os rumos do Sport para os próximos meses chegou ao fim, mas a decisão final ainda não veio. Severino Otávio, o Branquinho, apontado por um grupo de ex-dirigentes como peça-chave para conduzir uma “saída institucional” à crise dentro e fora de campo, deixou o encontro sensibilizado com o apelo, mas ainda sem dar uma resposta definitiva.
Segundo informações internas, Branquinho reconheceu a gravidade do momento vivido pelo clube e demonstrou disposição em ajudar. No entanto, antes de iniciar um plano de trabalho, quer conversar com outras lideranças políticas do Sport, que compõe a oposição, para entender o cenário completo e buscar uma construção mais ampla e consensual.
O movimento indica que o processo de possível retorno de Branquinho ao centro das decisões rubro-negras deverá se estender por mais alguns dias. A expectativa é de que essas conversas paralelas ocorram de forma rápida, abrindo caminho para uma definição ainda dentro de um curto prazo, algo que a situação do clube exige.
A informação foi confirmada pelo ex-presidente João Humberto Martorelli, em contato com a reportagem do NE45: “Branquinho está sensibilizado, mas antes de aceitar e começar a trabalhar, ele quer conversar com outras lideranças do Sport. O processo levará então mais alguns dias.”

Foto: Camila Sousa/GE/cortesia
Em contato com a reportagem do NE45, Branquinho confirmou que pediu esse tempo para conversar com essas outras lideranças. Uma delas é a do ex-presidente Luciano Bivar, com quem ele garantiu ter uma amizade e que é importante ouvir diferentes grupos.
“Eu não havia tido contato diretamente com ninguém antes de hoje, só vi as notícias. Só algumas conversas com Gustavo Dubeux e Martorelli. Na reunião, houve um apelo para que eu aceitasse o cargo no clube. Porém, pedi um tempo para conversar com outras lideranças do clube. Eles merecem isso”, iniciou.
“E sim, uma dessas lideranças é Luciano Bivar, que é meu amigo. Eles entenderam, falaram que eu tenho razão, e me deram mais alguns dias. Eu sou Sport, e quero sempre o melhor para o Sport. Independente de quem esteja no cargo. Não tem situação ou oposição pra mim, só tenho amigos”, completou Branquinho.

Foto: Divulgação
A crise política do Sport
Rebaixado, o Leão da Ilha vive um dos momentos mais turbulentos de sua política recente, com desgaste institucional, pressão da torcida e incertezas administrativas em meio a uma temporada esportiva negativa.
A possível chegada de Branquinho é vista por ex-presidentes e lideranças tradicionais como uma oportunidade de pacificação interna e reorganização do clube enquanto novas eleições e decisões estruturais não são tomadas.
Nomes como: José Tavares de Moura Neto, Homero Lacerda, Gustavo Dubeux, Arnaldo Barros, Sílvio Neves Baptista, Arsênio Meira, Wanderson Lacerda, João Humberto Martorelli e Jarbas Vasconcelos, apoiam o retorno de Branquinho para comandar o clube até o final de 2026.










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