Atacante teve problema cardíaco detectado em exame e sua saída do Leão da Barra ganha novo capítulo
O caso envolvendo o atacante Lucas Braga, agora ex-Vitória, ganhou um novo capítulo. O jogador de 29 anos, que estava com a transferência encaminhada para o Fortaleza, teve a negociação interrompida após a constatação de um problema cardíaco nos exames médicos realizados pelo clube cearense. E agora vem a saída do Colossal via ação na Justiça.
Isso torna a situação ainda mais complexa porque a rescisão contratual do atleta chegou a ser publicada no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, o que formalizou sua liberação para atuar por outra equipe, caso esteja apto. Em nota oficial, o Vitória detalhou os bastidores do caso.
Lucas Braga ingressou com uma reclamação trabalhista contra o clube sob segredo de Justiça. Segundo o comunicado, o Rubro-negro só teve acesso ao processo posteriormente e sustenta que, quando conseguiu consultar os autos, já não havia qualquer débito pendente com o jogador.
Mesmo assim, houve decisão judicial determinando a liberação do atleta no BID da CBF. Posteriormente, as partes firmaram um acordo para homologação na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). De acordo com o Vitória, o acordo foi homologado, com ressalvas em duas cláusulas secundárias, “que não afetaram a validade nem a essência do ajuste”.

Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
O clube destacou que, entre os pontos acordados, estavam:
-
A extinção da reclamação trabalhista;
-
A prorrogação do contrato de trabalho;
-
O empréstimo do atleta a outra equipe.
As negociações para o empréstimo já estavam em fase avançada, restando apenas ajustes formais e a realização dos exames médicos, justamente etapa em que surgiu o diagnóstico cardíaco que levou o Fortaleza a recuar.
No comunicado, o Vitória afirmou compreender “a delicadeza da situação enfrentada pelo atleta” e informou que Lucas Braga deve se reapresentar para avaliação completa pelo Departamento Médico do clube.

Lucas Braga corre com a bola – Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
Ainda segundo a nota, “caso seja constatada eventual inaptidão para a prática profissional, as consequências contratuais serão tratadas nos termos da legislação aplicável”.
O clube também reforçou que considera o acordo firmado como “ato jurídico perfeito, que não pode ser desfeito unilateralmente”, e informou que seu departamento jurídico já adotou as medidas cabíveis para que o acordo homologado seja devidamente apreciado pela Justiça do Trabalho.
Por fim, o Vitória reiterou que não possui pendências financeiras com o jogador e que segue “agindo com responsabilidade, respeito aos contratos firmados e observância das normas desportivas e trabalhistas”.










0 comentários