Jogador chegou e já se identificou com o clube e a torcida
Capitão na grande decisão e um dos protagonistas na vitória do Sport por 3 a 0 sobre o Náutico, o volante Yago Felipe foi peça importante na conquista do Campeonato Pernambucano. O meio-campista concedeu entrevista exclusiva ao NE45, falou sobre diversos temas em um bate papo disponível também no canal do Podast 45 Minutos.
O volante falou sobre a preparação para a final após o empate por 3 a 3 no primeiro jogo, o esquema com três volantes, o peso da camisa rubro-negra em decisões e a emoção de levantar a taça como capitão. Confira abaixo a entrevista completa em formato pingue-pongue.
Entrevista com Yago Felipe
No primeiro jogo teve aquele empate emocionante na Ilha por 3 x 3. Você acaba marcando um gol, e o Náutico acaba empatando no fim. Como foi a preparação mental de vocês para essa final, que teve a Copa do Brasil no meio, em busca do títulos. Como foi o papo com Roger Silva?
A primeira final foi um jogo que, no primeiro tempo, o Náutico foi muito superior ao Sport. Começamos até bem, mas perdemos o controle do jogo. No segundo tempo, com a força da nossa torcida, a força que a gente tem na nossa casa, conseguimos virar o jogo, mas tomamos o empate ali.
Conseguimos fazer o 3 x 2, mas infelizmente no finalzinho do jogo a gente tomou o 3 x 3. Na sequência, saímos para jogar fora um jogo que é mata-mata, né? De Copa do Brasil, onde é uma fase traiçoeira. Passamos por isso, mas nossa cabeça estava no jogo da volta. Sexta-feira (6) a gente passou o dia inteiro no aeroporto para voltar ao Recife.
No meio dessa viagem fomos conversando sobre o jogo de volta. Sabíamos que tínhamos que entrar firmes, ligados, concentrados, para que pudéssemos ganhar o título. A gente soube colocar em prática tudo aquilo que foi conversado e ajustado. Não teve tanto tempo assim, mas foi suficiente para que a gente pudesse fazer um grande jogo, uma grande final e pudéssemos ser consagrados campeões pernambucanos em 2026.
A escalação chamou atenção pela trinca de volantes. Você, Zé Gabriel e Zé Lucas, sendo essa a partida que você ficou mais confortável em campo, porque teve dois jogadores fazendo essa retaguarda e você jogou até um pouco mais livre. Você gosta de atuar assim? Ficou mais confortável atuando nesse formato?
Quando você tem o Zé Lucas, um menino que corre o campo inteiro, quando você tem o Zé Gabriel, que dá um suporte defensivo muito bom, você acaba tendo um pouco mais de liberdade. Mas, assim, em qualquer posição do meio-campo me sinto confortável. Só o fato de vestir essa camisa, poder estar em campo, já me deixa muito feliz.
Então, independente do posicionamento, foi o que falei para a nossa equipe no vestiário. Independente de tática, de sistema tático, o que vai fazer a diferença é a nossa atitude. Então, se a gente tiver atitude aqui dentro, vamos ser campeões. A gente conseguiu colocar em prática, e acho que foi isso que foi determinante.
A postura do Náutico surpreendeu vocês? Até então, era a equipe com a melhor campanha no Pernambucano. Nos dois tempos, o Sport praticamente engoliu o Náutico. No primeiro jogo, por exemplo, a gente sentiu um equilíbrio maior. Foi a questão mental que pesou para vocês nesse sentido, muita concentração durante a semana?
O Náutico é uma equipe formada desde o ano passado. Fizeram a pré-temporada, se apresentaram, jogaram praticamente todos os jogos do Estadual. Então seria natural eles estarem mais entrosados e conseguirem um futebol melhor. Enquanto isso, nossa equipe estava se ajustando, muita gente chegando ainda, era um momento de reconstrução.
Por isso não estávamos apresentando um futebol tão bom assim. Isso fez com que não só a torcida, mas também a imprensa tratasse o Náutico como favorito. Mas quando você veste a camisa do Sport, entra para uma decisão de campeonato, a história entra em campo, não tem jeito.
Ela não vai resolver o que nós temos que resolver, mas é uma camisa que é pesada. Então é respeitada, é o maior campeão do estado. Acho que não foi só o mental não. Foi a força da nossa camisa, do nosso time, nossa postura e todo um conjunto fez com que a gente pudesse sair de lá campeão.
Você já é um cara rodado, experiente, e nós vimos a faixa de capitão no braço de alguns atletas do Sport em 2026. Porém, na final, você foi o escolhido. Como foi entrar em campo como capitão?
O capitão é aquele que lidera. E o líder, não necessariamente, tem que ter a faixa no braço. Tem que ser na postura, no dia a dia, na influência. Estar aqui para servir não só o clube, mas aos jogadores. Então procuro fazer isso em todo lugar que vou. Já fui capitão em finais no Fla-Flu, levantei título no Maracanã.
E agora, de forma especial também, com a camisa do Sport. É um dia que ficou marcado para mim. Representar não só os jogadores, mas toda a torcida. Isso aí para mim é motivo de muito orgulho. E espero poder levantar mais títulos com a camisa Rubro-negra no futuro.
Essa final contou com as duas torcidas, depois de algumas decisões por torcida única no estado de Pernambucano. Faz diferença para o atleta, mesmo que esteja localizada em um espaço menor, como aconteceu nos Aflitos, a presença do torcedor apoiando vocês?
Com certeza. Parabéns ao pessoal que fez essa movimentação para ter as duas torcidas. Aqui na nossa casa, cedemos mais espaço para a torcida do Náutico. Foi legal, eles vieram aqui também. Mas nos Aflitos eles limitaram. Achei que poderia ter mais espaço, porém, tem toda a questão da segurança. Mas foi ali festejou com a gente.
A gente soube aproveitar nosso torcedor. Inclusive, no par ou ímpar para escolher o lado, escolhi atacar do lado que estava nossa torcida. O Náutico estava postado para iniciar lá, mas falei: ‘Vamos trocar, eu quero atacar para lá’. Eu sabia que a nossa torcida ia nos incentivar de alguma forma. Então fez toda a diferença. Foi muito legal.
De fora, conseguimos ver que o elenco tem uma boa relação. Após a conquista do título, como foi a comemoração entre vocês, que também contou com familiares, torcedores e membros da diretoria. Foi um momento especial?
Foi muito legal, porque o Sport é uma família. Então saímos dos Aflitos, e fomos direto para uma churrascaria, para comemorar com a família, os funcionários, todo mundo que faz parte do nosso dia a dia. Foi maravilhoso. A minha filha pequena também estava, a Aurora. Então eu tive que sair cedo, porque ela já estava com muito sono.
Mas quem ficou curtiu legal. Estou acompanhando alguns vídeos aí da galera, do Zé Roberto cantando, do Ramon Menezes, a galera que ficou um pouco mais ali comemorando aproveitou. Então é isso, foi muito legal, porque mostra que o Sport é uma família. E poder comemorar com eles é muito gratificante.












0 comentários