A permanência do treinador depende do desempenho Rubro-negro na partida diante do Dourado, pela Segundona
O clima nos bastidores do Sport segue delicado e com pressão crescente sobre o técnico Roger Silva. Antes mesmo do primeiro jogo da final do Campeonato Pernambucano, o treinador já vinha sendo questionado por decisões relacionadas à escalação, especialmente pela ausência dos principais investimentos do clube na temporada.
Em contrapartida, nomes como Pedro Martins, Gustavo Maia e Marlon Douglas vinham recebendo mais oportunidades, o que gerou incômodo interno e externo. Às vésperas do confronto contra o Náutico, surgiu um primeiro sinal de possível mudança no comando técnico.
Ver essa foto no Instagram
No entanto, o desempenho na final acabou dando uma sobrevida ao comandante rubro-negro. Ainda assim, decisões recentes seguiram sendo alvo de críticas, como a escolha por Micael no segundo tempo da partida contra o Athletic, pela Copa do Brasil.
Nos bastidores do Sport, o executivo de futebol Ítalo Rodrigues tem sido um dos principais defensores da permanência de Roger Silva. A presença do treinador no duelo contra o Cuiabá, inclusive, passa diretamente pela sustentação do dirigente, que tem bancado a continuidade do trabalho mesmo diante da pressão.
Por outro lado, a cúpula do clube já se movimenta. De acordo com informações do comentarista Fred Figueiroa, o presidente Matheus Souto Maior, o vice-presidente Kadico Pereira e outros membros da gestão de futebol como Lucas Ventura e Marcus Vinícius, realizaram uma reunião para avaliar o momento da equipe na temporada.
O encontro, que sempre acontece após as partidas, ocorreu sem a presença do treinador e do executivo, que estavam no CT rubro-negro. O sentimento interno é de que mudanças são necessárias por conta do rendimento abaixo do esperado, e que a continuidade do trabalho de Roger Silva passa diretamente por uma resposta imediata na estreia da Série B.
Para além do resultado, é um consenso de que o time precisa subir o nível das atuações. Além dos resultados, algumas posturas do treinador também têm gerado desgaste internamente.
Antes da partida contra a Desportiva-ES, pela primeira fase da Copa do Brasil, Roger teve uma discussão em tom elevado com o atacante Clayson no treino, situação posteriormente contornada.
Ainda assim, relatos apontam outros episódios de destempero com atletas. Outro ponto de divergência ocorreu na gestão dos goleiros. Quando o treinador demorou para realizar a troca entre Thiago Couto e Halls.
Com pressão interna, questionamentos sobre suas escolhas e um ambiente instável, Roger Silva chega ao confronto contra o Cuiabá com o futuro em aberto e dependente diretamente do desempenho da equipe em campo.










0 comentários