Técnico campeão com o Rubro-negro em 2008 se aposentou e relembrou passagem com o maior título do clube no século
O técnico Nelsinho Baptista, ídolo histórico do Sport e comandante do título da Copa do Brasil de 2008, anunciou sua aposentadoria no último mês de março, em entrevista ao jornalista Nivaldo Prieto. E, ao longo de 60 anos dedicados ao futebol, a passagem pelo Leão é algo muito marcante na sua história.
Na conversa, Nelsinho Baptista afirmou sobre a importância da história vivida no Sport: “Até hoje me arrepia”. Um momento que o marcou e ele relembrou histórias sobre como o elenco estava motivado, buscando o título e desbancando grandes adversários pelo caminho.

Foto: Paulo Paiva/SCR
“Nós não tínhamos um time que eu poderia chegar e dizer que poderíamos ser campeões, mas que eu sabia que ia lutar para isso. O Sport foi uma coisa impressionante. Até hoje me arrepia de lembrar os momentos que passamos dentro do clube. Todo mundo ajudou, todo mundo queria ganhar. Foi um grupo de jogadores com passagens por grandes equipes e que estavam tendo seus últimos anos de ganhar alguma coisa”, iniciou.
“Na Ilha era terrível. Não tinha jeito. A torcida, os caras ficavam doidos, era muito barulho. Quando nós eliminamos o Vasco, ali nós já começamos a por um pouco o nariz fora da água. Os jogadores começaram a ganhar força. Tudo que a gente podia aproveitar, a gente aproveitava”, comentou.

Foto: Anderson Freire/Sport Club do Recife
Motivação para o Sport ganhar a Copa do Brasil
Nelsinho Baptista relembrou momentos em que o Sport buscou resultados memoráveis. Ele deu exemplo da vitória contra o Internacional, destacando como motivou o Rubro-negro, utilizando falas que depreciavam o Leão ditas pela imprensa dos outros estados.
“Pegamos um lance do jogo contra o Internacional, tínhamos perdido no Beira-Rio por 1 x 0. Aí vamos para a Ilha do Retiro, e um narrador de uma rádio (gaúcha) fez um comentário no Rio Grande do Sul, e um pernambucano que morava em Porto Alegre e que era conhecido do Sandro Goiano, volante, mandou para ele”, contou.
“Quando eu vi aquilo, o narrador arrebentando com o nosso time, falando até do Sandro. Eu ouvi e falei que não ia ficar assim. Aí fiz a palestra (com os jogadores) e soltei a fita para eles, que entraram com faca nos dentes. Isso faz a diferença”, pontuou.










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