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Título, eliminações e protestos: o primeiro semestre do Bahia

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Por Antonio Marzaro

Por Antonio Marzaro

Postado dia 11 de junho de 2026

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Esquadrão se consagrou campeão baiano, mas colecionou vexames na Libertadores e na Copa do Brasil

Decepção. Esta pode ser a principal palavra para definir como foram os primeiros seis meses do Bahia em 2026. Embora o Esquadrão tenha conquistado o Campeonato Baiano para cima do maior rival Vitória de forma invicta, os comandados de Rogério Ceni não desempenharam um bom futebol em outros torneios e a relação do time com a torcida azedou.

Ao todo, o Tricolor de Aço fez 32 partidas e conseguiu 17 triunfos, sete empates e oito derrotas. Ao olhar para os números, não parece que o semestre foi ruim, mas quando se analisa o contexto do Esquadrão, a equipe ficou devendo (e muito). A eliminação na Copa Libertadores de forma vexatória para o limitado O’Higgins, em casa, nos pênaltis, foi o principal golpe para o torcedor.

Outro momento decepcionante foi na Copa do Brasil. O Bahia entrou diretamente na 5ª fase por estar classificado a uma competição internacional e encarou o Remo. Entretanto, o time foi derrotado duas vezes por 3 x 1 e ficará mais um ano sem jogar as semifinais do torneio – fase que nunca alcançou em sua história.

Por outro lado, a campanha na Série A começou muito bem, uma vez que o time aparentava ter resolvido um dos calcanhares de Aquiles de 2025: o mau desempenho fora da Fonte Nova. No momento, a equipe é a 5ª melhor visitante do Brasileirão, com quatro triunfos, um empate e três derrotas, mas acabou por não repetir os bons jogos em Salvador. Foram três triunfos, quatro empates e duas derrotas – muito diferente do ano passado, onde encerrou como um dos melhores mandantes.

Quem não gostou das atuações do Bahia foi a torcida, que protestou em diversos momentos da temporada – como após a eliminação no torneio continental, que rendeu cantos de “time pipoqueiro” e xingamentos a Ceni. Tudo piorou na sequência de oito jogos sem vencer, a qual provocou  mais revolta nos fãs.

A pausa para a Copa do Mundo chega em boa hora para o clube, que vai para o recesso depois de bater o Botafogo com dificuldades e acabar com o jejum sem triunfos.

Elenco do Bahia comemora gol - Foto: Letícia Martins/EC Bahia

Elenco do Bahia comemora gol – Foto: Letícia Martins/EC Bahia

Desempenho nas competições

  • Libertadores: Eliminado na 2ª fase;
  • Campeonato Baiano: Campeão;
  • Copa do Brasil: Eliminado na 5ª fase;
  • Campeonato Brasileiro: 6º colocado.

Jogadores que foram bem

Nicolás Acevedo

O volante uruguaio foi explorado em uma faixa do campo ainda inédita no Bahia: a lateral direita. Depois de mudar a final do Campeonato Baiano e ser decisivo na virada que deu o título contra o Vitória na função de lateral, no segundo tempo, o uruguaio tomou conta de vez da posição e venceu a concorrência de Gilberto e Román Gómez. Quando voltou ao meio de campo, também correspondeu e se salvou em um grupo com meio-campistas em baixa. Ele tem 22 jogos e duas assistências em 2026.

Luciano Juba

Nem mesmo a lesão na reta final da primeira parte da temporada ofuscou o grande 2026 de Luciano Juba – com folga, o melhor jogador da equipe até agora. O lateral-esquerdo tem oito tentos e três assistências em 22 jogos até aqui e já faz sua temporada mais artilheira em Salvador. O desempenho foi tão bom que a torcida insistiu por sua convocação para a Copa do Mundo, mas ela não veio.

Luciano Juba comemora seu gol - Foto: Letícia Martins/EC Bahia

Luciano Juba comemora gol – Foto: Letícia Martins/EC Bahia

Quem está devendo?

Jean Lucas

Após ser convocado para a Seleção Brasileira em 2025, Jean Lucas não se encontrou em 2026. O volante até teve um bom início de temporada e marcou os dois gols da virada do título estadual contra o Vitória, mas não participa de bolas nas redes há quase dois meses. O camisa 6 perdeu poder de decisão, regularidade e até a vaga no time titular de Rogério Ceni, nas últimas partidas. No triunfo sobre o Botafogo, na última rodada da Série A, sequer saiu do banco.

Caio Alexandre

Depois de ficar quase três meses do ano passado sem atuar por causa de lesão na coxa direita, Caio Alexandre não encontrou regularidade física e técnica em 2026. O volante, que já foi titular absoluto e peça central do Esquadrão, sofreu com problemas na coxa neste ano e não deu ao meio de campo a mesma dinâmica das temporadas anteriores. A queda de desempenho fez o volante perder posição para Nico Acevedo e Erick em determinados jogos. Ele foi titular contra o Botafogo e chegou ao 19º jogo no ano, com um gol marcado.

Everton Ribeiro

Nem mesmo a maior referência do elenco manteve o bom nível em 2026. O capitão até teve boas performances nesta temporada, sobretudo em derrota contra o Palmeiras, mas tem sofrido com falta de ritmo e de poder de decisão. Everton Ribeiro é o garçom do Bahia na temporada, com cinco assistências (também tem um gol e 19 jogos disputados), mas o desempenho ao longo das partidas não tem acompanhado as estatísticas. Rogério Ceni disse que o atleta está um pouco desgastado fisicamente. Contra o Botafogo, o camisa 10 começou no banco e jogou o segundo tempo.

Everton Ribeiro, meia do Bahia

Everton Ribeiro não foi o maestro que o Esquadrão precisava – Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

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