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Fortaleza: Carpini explica negociação envolvendo Pochettino e Neris e afirma que fator financeiro pesou

Fortaleza, CE, Últimas

Por Guilherme de Andrade

Por Guilherme de Andrade

Postado dia 28 de junho de 2026

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Carpini assumiu que a necessidade financeira foi primordial para o Fortaleza ceder Pochettino por empréstimo

Um dos assuntos que movimentaram a semana do Fortaleza foi a negociação envolvendo a ida do meia Tomás Pochettino ao Vitória e a chegada do zagueiro Neris, também do Rubro-Negro. Em entrevista coletiva concedida logo após a vitória por 2 a 1 sobre o Sport, pela Série B do Campeonato Brasileiro, o técnico Thiago Carpini afirmou que não houve troca de atletas, e sim uma “oportunidade de mercado”. Acrescentou afirmando que a saída do argentino foi motivada por questões financeiras e rasgou elogios ao novo reforço. 

“Ele não estava fora dos planos. Nem do Fortaleza, da diretoria e nem do Carpini. Ele vive o seu melhor momento aqui no Fortaleza? Não. É um grande jogador? Grande jogador, que a gente imaginava que fosse desequilibrar nessa Série B. Hoje a gente está com 15 jogos e ainda não teve um grande momento, onde ele foi um protagonista. Hoje a gente atravessa um momento financeiro delicado, eu acho que o clube tomou esse caminho baseado na necessidade”, explicou.

“E o Neris não foi uma troca. A gente não foi lá e disse: ‘Eu quero o Neris, toma o Pochettino’. As coisas que vocês enxergam, a gente enxerga também. A gente está no futebol. Não foi uma troca. Foi uma oportunidade. Nós precisamos de mais um zagueiro. Se ele for do mesmo nível do Gazal e do Luan, está bom, porque os dois são muito bons. Os melhores estão comigo, e o Neris é bom também, com outras capacidades. Nós precisamos de mais um Brítez no vestiário e o Neris tem esse perfil. É um cara de liderança, de imposição na bola aérea. Foi uma oportunidade pela necessidade do clube. Se a gente tivesse na Série A, não teria essa troca”, completou. 

 

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Avaliando a partida, Carpini valorizou a vitória, mas lamentou a disparidade de atuação do Fortaleza entre os dois tempos. O treinador afirmou que não pediu para sua equipe recuar, mas sim para seguir jogando, em busca do segundo gol. No entanto, assumiu que, em determinado momento da etapa final, sentiram mais medo de perder do que de marcar mais tentos. 

“A gente fica muito feliz pela vitória, por voltar a vencer no Castelão e voltar a vencer nesta competição. O que me deixa incomodado, e com certeza aos atletas também, é fazer dois tempos tão distintos. No intervalo, eu falei para não deixar de jogar, não deixar de ter a bola, não deixar de controlar o jogo e trabalhar em cima do segundo gol. Mas a gente ficou mais preocupado em não tomar o gol do que continuar jogando. O segundo tempo foi realmente muito ruim. E não foi ordem minha para que a gente recusasse. Jamais faria isso dentro de casa”, concluiu. 

Thiago Carpini - Fortaleza - Ceará - Coletiva - Clássico-Rei

Foto: reprodução/TV Leão

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