Luiz Paulo sofreu rompimento do ligamento cruzado anterior em 2025 e voltou a jogar no último domingo (28)
O lateral do Náutico Luiz Paulo concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira (1) depois de se recuperar da lesão no ligamento cruzado anterior do joelho, que aconteceu em maio do ano passado. No último domingo (28), na partida contra o Goiás, o atleta de 33 anos voltou a atuar com a camisa alvirrubra após ficar afastado dos gramados por mais de 1 ano.
O camisa 60 do Timbu falou da sensação de pisar no campo novamente depois de tanto tempo fora e mencionou as duas lesões que teve durante a recuperação do LCA.
“É um período muito difícil. É a (lesão) mais temida entre nós. Tive uma reabilitação muito boa, um trabalho muito bom, e com todos me dando muito apoio, né? Foi muito tempo, foi um ano, um mês e 18 dias até o meu jogo. De bastante resiliência, de bastante força. Graças a Deus chegou esse dia. Tive algumas complicações pós-lesão. Tive duas lesões que me atrapalharam de voltar mais rápido, é chato. E quem volta desse pós-cirúrgico sabe que tá suposto a isso, é inevitável.”

Luiz Paulo em aquecimento contra o Goiás – Foto: Rafael Vieira/Náutico
Ajuda de Guilherme e Hélio dos Anjos
Luiz Paulo também falou de como estava sua cabeça quando foi chamado para entrar no duelo contra o Esmeraldino e afirmou “passar um filme na cabeça”.
“Eu me lembro do jogo da lesão contra o Confiança, lá na Série C, que já era o professor Hélio. Nunca mais vai sair da minha cabeça essa cena. E realmente passa um filme por você querer estar com seus companheiros e não poder ajudar. Você se sente, querendo ou não, uma pessoa que não pode fazer nada. Então você pensa em todos esses dias e isso também te dá força. Quando o professor Guilherme me chamou, eu estava totalmente ligado, querendo ajudar. Ainda mais pela necessidade da vitória que a gente tinha naquele momento, perdendo um jogo em casa.

Luiz Paulo no hospital para a cirurgia no joelho – Foto: Divulgação
O lateral também aproveitou para elogiar os comandantes do Náutico. Para ele, Hélio e Guilherme dos Anjos foram peças-chave em seu retorno aos gramados.
“Em relação ao pedido, eu acho que a palavra principal é intensidade. Muita intensidade, muita concentração. Eu acho que é isso que diferencia ele um pouco dos outros treinadores. O professor Hélio, o professor Guilherme me deram total confiança para que eu pudesse voltar nesse jogo. Não foi de uma hora para a outra, eu treinei bastante para estar ali. E aí, o que ele me pediu foi bastante intensidade, foco no jogo, que naquele momento a gente precisa reverter uma situação. Eu estava pronto, tentei ajudar, tentei dar o meu melhor. Infelizmente não conseguimos, mas agora trabalhar para que no próximo jogo seja um resultado diferente.”
Outras respostas
Briga por posição
“Respeitando todos os meus companheiros que estamos juntos no dia a dia. Eu tenho uma afinidade com todos eles e, devagarzinho, trabalhando, sei que uma oportunidade pode pintar e eu vou estar pronto. Já estou 100%, sem nenhuma restrição. Vamos ver no dia a dia. O que for melhor para a equipe, o que for melhor para os companheiros, acho que o professor Hélio vai estar optando e a gente vai dar o nosso máximo pelo Náutico.”
Momento mais marcante pelo Náutico
“Com certeza foi o jogo do acesso. Eu lembro porque eu queria muito estar com os meus companheiros. E ali eu de fora, um jogo tão emocionante como foi, uma história tão diferente assim, sabe? Com certeza eu acho que, tanto positivamente como negativamente, é esse jogo. Positivamente porque conseguimos o nosso objetivo e, negativamente, porque eu queria estar com os meus companheiros. Então foi um jogo que eu gostaria muito de estar ali, mas infelizmente só pude torcer. E conseguimos, mas já passou e agora nossa história é outra na Série B.”









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