Caso seja punido, jogador alviverde pode pegar de um a seis jogos de punição por agressão ao zagueiro leonino
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciou o meia Maurício, do Palmeiras, por cotovelada no zagueiro Cacá, do Vitória, em jogo realizado na última quarta-feira (29).
O lance, que aconteceu aos 26 minutos do 1º tempo, aconteceu em uma disputa de bola entre os dois atletas. Maurício tomou a frente após o primeiro tranco que levou de Cacá. Na volta do zagueiro, ele acertou uma cotovelada no queixo do atleta do Vitória, que caiu e precisou de atendimento. Ele sangrou no local e precisou tomar cinco pontos após a partida.
A denúncia do STJD enquadra Maurício no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala sobre “conduta violenta”. O jogador palmeirense pode ser punido com um a seis jogos de suspensão.

Foto: Reprodução/GETV
Vitória também foi denunciado pelo STJD
Do lado do Vitória, Cacá e Luan Cândido, o presidente Fábio Mota e o próprio clube também responderão perante a Justiça Desportiva. Os zagueiros foram pelas suas expulsões, sendo Cacá no mesmo artigo que Maurício, com a possível punição sendo a mesma, de um a seis jogos.
Luan Cândido foi enquadrado no artigo 243-F por “ofensas à honra relacionadas ao esporte”. Isso porque o atleta fez um gesto de “roubo” em direção à arbitragem. Caso seja condenado, ele poderá receber multa entre R$ 100 e R$ 100 mil, além de suspensão de quatro a seis partidas.
Outro denunciado é o presidente do Vitória, Fábio Mota. O dirigente foi enquadrado no artigo 258, que prevê punição por conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva, em razão das declarações feitas após o apito final sobre a atuação da arbitragem.

Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
Palmeiras emite nota contestando denúncia do STJD
O Palmeiras publicou uma nota em repúdio à denúncia do STJD contra Maurício. O clube paulista disse receber o ato com “absoluta perplexidade” e disse que era uma “afronta” à instituição e à arbitragem.
Além disso, o Alviverde afirmou que as duas expulsões do Vitória foram corretas e que seu meia, que cotovelou Cacá, não deveria ter sido expulso.

Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
Confira a nota emitida pelo Palmeiras
“A Sociedade Esportiva Palmeiras recebeu com absoluta perplexidade a denúncia apresentada pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o atleta Mauricio.
Trata-se de uma iniciativa que afronta não só a nossa instituição, mas também a autoridade da arbitragem brasileira. O árbitro de campo e a equipe do VAR analisaram a disputa protagonizada entre o meia palmeirense e o zagueiro Cacá, do Vitória, e concluíram que a aplicação do cartão amarelo era suficiente.
Se toda interpretação técnica da arbitragem for substituída, dias depois, pela convicção particular de um procurador, para que servem o árbitro de campo e o VAR?
A denúncia é incompreensível, também, porque a falta que a motivou nem mesmo gerou opiniões consensuais; pelo contrário, dividiu especialistas de arbitragem, ex-atletas e jornalistas.
Mais grave, porém, é a ausência de critérios demonstrada pelo Tribunal. Na mesma rodada do Campeonato Brasileiro, os atletas Pulgar e Raniele cometeram infrações similares à que ocasionou a denúncia contra o jogador do Palmeiras, como mostram os vídeos a seguir:
Diferentemente do que fez com Mauricio, no entanto, o STJD respeitou as decisões da arbitragem envolvendo os jogadores de Flamengo e Corinthians. Chegamos, assim, à inevitável pergunta: por que somente Mauricio será julgado?
Não existe justiça quando infrações iguais recebem tratamentos distintos. A atuação da Procuradoria passa a impressão de que determinados episódios merecem atenção extraordinária enquanto outros podem ser ignorados.
Se o nosso camisa 18 foi denunciado por uma falta passível de cartão amarelo, por que os lances a seguir passaram incólumes perante o órgão?
Não é a primeira vez que nos vemos obrigados a questionar o STJD. A desproporcional punição imposta ao técnico Abel Ferreira e as recentes suspensões aplicadas aos atletas Allan e Paulinho – somadas agora à denúncia contra Mauricio – reforçam a percepção de que faltam equilíbrio e isonomia nas condutas do Tribunal envolvendo o nosso clube.
O Palmeiras sempre respeitou as instituições, mas exige respeito. Não aceitaremos calados que limites institucionais sejam extrapolados e que medidas descabidas prejudiquem o trabalho de excelência desenvolvido por nossos profissionais.”










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