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Após derrota nas eleições, Sport Unido rompe silêncio e critica momento do clube: “Cenário é alarmante”

Sport, PE, Últimas

Por Pedro Maranhão

Por Pedro Maranhão

Postado dia 7 de agosto de 2026

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O cenário político do Sport ganhou um novo desdobramento nesta sexta-feira (7)

O grupo Sport Unido, liderado por Gustavo Dubeux, Eduardo Queiroz Monteiro, João Humberto Martorelli e Branquinho, publicou nesta sexta-feira (7) um manifesto com uma série de críticas e cobranças à atual gestão do Sport, conduzida por Matheus Souto Maior e Kadico Pereira.

Intitulado “Calou-se a sirene, disparou o alarme de incêndio”, o documento foi publicado na Folha de Pernambuco. O Sport Unido, que participou das últimas eleições do clube e foi derrotado por uma diferença de pouco mais de 50 votos, afirma que, após o pleito, reconheceu o resultado e passou a colaborar com a administração vencedora. Segundo o grupo, seus integrantes participaram de iniciativas em benefício do clube, incluindo ajuda financeira em projetos e patrocínios e intermediação de contatos com terceiros.

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Agora, porém, o grupo afirma estar preocupado com os rumos do Sport. “Lealdade, porém, não é omissão”, diz o manifesto. As críticas passam pelo desempenho esportivo, pela estrutura do departamento de futebol, transparência, SAF, projeto de modernização da Ilha do Retiro, política de ingressos e situação financeira.

No futebol, o Sport Unido questiona a ausência de uma vice-presidência específica para a área e cita a demora nas demissões de Márcio Goiano e Roger Silva. O grupo também critica a criação de um comitê para comandar o setor, argumentando que a maioria dos integrantes não possui formação ou experiência profissional na gestão do futebol. Na avaliação apresentada no manifesto, o modelo contraria a promessa de profissionalização da administração.

Outro ponto levantado é a política de contratações. O Sport Unido questiona a falta de maior prospecção no mercado sul-americano e aponta uma concentração de contratações de profissionais que já haviam trabalhado anteriormente com o executivo de futebol. O grupo também critica a utilização das categorias de base, que considera menor em comparação com temporadas anteriores.

Branquinho - Gustavo Dubeux - Sport

Foto: divulgação

Transparência, SAF e Ilha do Retiro

O manifesto também direciona críticas ao Portal da Transparência do Sport. O grupo afirma que existem relatórios desatualizados ou não publicados e cita a ausência de informações sobre movimentações de atletas e desligamentos de profissionais do futebol.

A eventual transformação do Sport em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) também entrou na lista de questionamentos. Segundo o Sport Unido, não há notícia de que os procedimentos previstos no Estatuto do clube para a criação da SAF estejam sendo cumpridos. O grupo ainda cobra avanços na captação de investimentos para o projeto de retrofit da Ilha do Retiro, já aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU) do Recife.

O preço dos ingressos e mudanças nos direitos de sócios patrimoniais e titulares de cadeiras e camarotes também são questionados. Para o Sport Unido, essas decisões ajudam a explicar uma média de público abaixo da esperada. O manifesto ainda cobra um posicionamento da administração sobre a tentativa de conselheiros de romper judicialmente o acordo do clube com a Liga Forte União.

Branquinho, candidato à presidência do Sport 2025

Foto: Paulo Paiva/SCR

Situação financeira preocupa grupo

Um dos pontos mais contundentes do documento diz respeito às finanças. O Sport Unido utiliza a negociação do jovem Zé Lucas para questionar as projeções orçamentárias da atual administração.

Segundo o manifesto, o orçamento apresentado ao Conselho Deliberativo em maio previa R$ 40 milhões com a negociação do jogador, além de outros R$ 10 milhões provenientes de vendas de atletas. Mesmo considerando a entrada desses R$ 50 milhões, de acordo com o grupo, a projeção da gestão era terminar o ano com déficit de R$ 58 milhões.

O Sport Unido argumenta que Zé Lucas acabou negociado abaixo do valor esperado e que os demais atletas previstos não foram vendidos. A partir disso, o grupo questiona qual será o impacto sobre a necessidade de capitalização do clube e classifica o cenário como “alarmante”, citando o déficit e a ausência, em sua avaliação, de políticas eficientes para ampliar as receitas.

Ao final do manifesto, o grupo cobra da diretoria informações e a apresentação de um planejamento para os próximos meses.

“Por tudo isso, o Sport Unido cobra dos dirigentes as informações devidas e a apresentação de um plano concreto, à altura da grandeza do clube, ao menos até o fim do ano”, afirma o documento.

João Humberto Martorelli, Sport - Foto: Williams Aguiar/SCR

João Humberto Martorelli, Sport – Foto: Williams Aguiar/SCR

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