Treinador do Esquadrão também apontou falhas na bola aérea defensiva de seu time
O Bahia visitou a Chapecoense neste domingo (16) e empatou em 3 x 3 com os catarinenses. Embora tenha ficado três vezes à frente no placar, o Esquadrão vacilou defensivamente, foi punido com o empate contra o lanterna da competição, que não vence desde a primeira rodada e chegou ao quinto jogo consecutivo sem triunfos.
Na coletiva de imprensa, o treinador Rogério Ceni reconheceu que o time não se defendeu bem, mas também apontou que o Tricolor de Aço foi um time desatento em campo. Para o técnico, falta “malandragem” para o elenco.
“Não podemos ter desatenções como foi hoje. Sair na frente três vezes. Com todo respeito pelo que tenho à Chapecoense, que tem chance de terminar na zona de rebaixamento. Falta malandragem, concentração. Não pode ceder tantas oportunidades a um adversário que parece ter caminho definido. Falha de foco, temos treinado até mais. Menos tempo de folga, descanso, mais tempo de treinamento. Ficou muito fácil fazer um gol na gente, cedemos com muita facilidade. Não podíamos tomar os gols que tomamos. Adversário chegou com facilidade. Atípico, não fazíamos três gols, mas não tínhamos problemas defensivos assim. Perdemos a concentração”
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Análise da partida
Rogério enxergou um bom desempenho quando o Bahia tinha o domínio da bola, mas não se mostrou satisfeito com a bola aérea defensiva de seu time. Para o comandante, “foi um pesadelo” o que aconteceu
“Nós fizemos um bom jogo com a bola e realmente falhamos muito nas bolas alçadas da área, hoje foram um pesadelo pra gente. O terceiro gol sai de uma cobrança de lateral, onde a gente tem desatenção na marcação, o jogador domina, passa por dois, cruza. O segundo gol também bate rebate dentro da área. Eu acho que crescemos na produção ofensiva hoje. Jogamos com mais troca de passes, associações e criamos oportunidades para vencer, mas não conseguimos ter o foco no jogo.”
Ceni também criticou o curto espaço de tempo entre os gols do Esquadrão e da Chape, apontando uma falta de concentração de seus jogadores. Por fim, ele enfatizou que o Tricolor de Aço tinha a obrigação de vencer a partida de hoje.
“Nós não podemos fazer um gol e tomar outro depois de 6 minutos. Fazer um gol aos 42 (do primeiro tempo), voltar e aos três do segundo tempo tomar outro. Aí faz um gol aos 65, toma um nos 71. Eu acho que faltou um pouco de concentração. Cometemos muitos erros defensivos, crescemos como jogo jogado, mas no geral não foi o suficiente para vencer e era um jogo que nós tínhamos a obrigação de vencer.”

Rogério Ceni, treinador do Bahia – Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia
Outras respostas
Atletas com poder de indignação para mudar os jogos
“Não tem que ter poder de indignação, mas tem que ter poder de fazer as coisas, atitude dentro do campo para não sofrer o que sofremos hoje. Cada um tem uma forma depois que termina o jogo. Não podemos ceder tantas chances com tão pouco que criaram. Indignação tem que estar dentro do campo, na atitude. Precisamos crescer como um todo, são sete jogos, 11 pontos nos últimos 21 disputados, pouco mais de 50%. Se quer chegar na parte de cima da tabela não pode desperdiçar como foi hoje.”
Torcedores ignorados pelos jogadores
“Tinha bastante gente, 200, 300 torcedores. Sei que os jogadores vão até a torcida e agradecem. Sempre uma pressão muito grande entregar resultado na Fonte Nova, quando vem as vaias acontecem. E a gente entende o protesto do torcedor. Não acho que a falta de conexão está aí, a falta de conexão vem pela falta de resultado, isso causa, é natural. O resultado é a melhor coisa que existe para conectar torcedores com jogadores. O cara está exausto, cansado no campo. Não há desconexão, o cara também sente. Estar à frente do placar três vezes. A gente tenta se apegar a detalhes pequenos. Só é preciso vencer jogos. Não existe time com conexão sem não existir triunfos.”










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