Treinador admitiu instabilidade da equipe após derrota para o Cruzeiro e afirmou que Rubro-Negro precisa “dar a volta por cima”
Numa partida válida pela 28ª rodada, o Vitória foi derrotado pelo Cruzeiro por 3 x 1 na tarde deste domingo (20), no Barradão, e viu o Z4 se aproximar. O Leão da Barra está na 13ª colocação, com 33 pontos – apenas quatro acima do Grêmio, que abre a zona da degola.
Na coletiva após o apito final, o técnico rubro-negro Jair Ventura comentou um protesto da arquibancada, direcionado a ele e outros atletas. Ao falar do fato, o comandante deu razão ao torcedor, reconheceu o momento ruim, mas projetou uma volta por cima nas próximas partidas.
“Todo mundo tem que estar preparado para críticas. A gente só não pode mudar o tom e levar para o pessoal, que aí deixa de ser profissional. Acho que a torcida sempre pode cobrar, desde que não tenha agressão. Como que eles não vão vaiar depois de um jogo desse? Temos que conviver com isso. A vida do atleta é isso, é saber que precisa dar a volta por cima. Todo profissional do futebol tem que estar preparado para os momentos ruins”

Jair Ventura, treinador do Vitória – Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
Análise da partida
Ao falar do confronto, Jair reconheceu que o Vitória fez uma boa primeira etapa e criou chances claras, mas que precisou fazer alterações forçadas no intervalo. Ele também comentou a situação do volante Caíque Gonçalves, um dos substituídos, que foi parar no hospital.
“A gente começa com proposta de fazer amplitude com os alas. No primeiro tempo a gente controla muito bem, tivemos chances claras com Tarzia, Renê e Erick. Tivemos o controle do primeiro tempo. No intervalo tive que tirar Mateus Silva e Caíque Gonçalves por lesões. O Caíque está no hospital agora, está vomitando e passando mal, levou uma bolada.”
Sem Mateus Silva, que também teve uma contusão, o treinador se viu obrigado a mudar o estilo de jogo com Brítez, mas tudo foi por água abaixo com o gol sofrido logo no primeiro minuto da segunda etapa. Ele também citou um erro no segundo tento dos visitantes, que foi gerado numa cobrança de lateral.
“Eu não tinha opções para fazer a amplitude na lateral, entrou o Brítez e tivemos que mudar o estilo de jogo. A gente passou a fazer a saída segurando o Brítez. Mas antes disso tudo entrar em prática, a gente sofreu um gol com 30 segundos. Depois outro vacilo nosso e um gol de cobrança de lateral. O segundo tempo foi muito diferente do primeiro, mais uma vez deixamos de ser a mesma equipe. Conversamos no vestiário, mas tomamos um gol com 30 segundos. Não pode acontecer os tempos serem tão diferentes assim. Vamos buscar corrigir isso.”

Renê fez o gol do Vitória na partida – Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
Outras respostas
Pausa para data Fifa
“A pausa vai ajudar a recuperar nosso DM. Só que a janela fechou, e quanto menos peças a gente tem, mais dificuldade a gente tem. Enquanto não tiver todas as peças disponíveis, a gente vai ter dificuldade. Perdemos mais um jogador hoje, não sabemos quando o Mateus Silva vai voltar. E a situação mental tem que ser trabalhada, não podemos tomar um gol com 30 segundos. Não podemos abrir mão de um tempo inteiro como foi contra o Mirassol. Fizemos tudo isso hoje outra vez. Foram bobeiras nossas, gols totalmente possíveis de não acontecer. No terceiro gol a gente já estava lançado ao ataque. Agora temos que recuperar fisicamente e mentalmente os jogadores para zerar essa situação.”
Queda física em campo
“Se eu falar de questão física eu estaria terceirizando a derrota. Eu não trabalho assim, como comandante eu tenho que assumir as responsabilidades. As lesões não são culpa do departamento físico. O Erick teve o melhor momento da carreira dele esse ano e foi exaltado, eu vim aqui e parabenizei ele em coletivas, mas agora as coisas não estão acontecendo. Esse tempo vai ser importante para isso, para individualizar trabalhos. Estou aqui há um ano e sei o que fazer para recuperar os atletas. Vamos trabalhar para isso, esses jogadores já foram importantes para a gente.”
Torcida “largando a mão”
“Nossa instabilidade afasta o torcedor. Eles querem ver o Vitória do primeiro tempo nos dois tempos. Eu também quero muito. A gente jogou contra o Flamengo, os caras bateram na gente, Palmeiras também, a gente tem que matar a transição, os jogadores são cobrados por isso. A gente não pode deixar de competir. Uma coisa é perder jogando, outra coisa é não competir. Então temos que mostrar dentro de campo que podemos trazer o torcedor de volta.”









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