O treinador reclamou de invasão no pênalti e disse que árbitro “prefere não se expor” na casa do adversário
O técnico Rogério Ceni não escondeu a insatisfação com a arbitragem após a derrota do Bahia por 2 a 1 para o Athletico-PR, neste domingo (20), na Arena da Baixada, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador direcionou críticas ao árbitro Anderson Daronco e reclamou especialmente de um lance ocorrido nos acréscimos da partida.
O Tricolor teve a oportunidade de empatar em cobrança de pênalti, mas Everaldo parou no goleiro Mycael. Na avaliação de Ceni, porém, a penalidade deveria ter sido repetida por invasão de jogadores do Athletico no momento da cobrança. Na coletiva, o técnico subiu o tom ao falar sobre a atuação de Daronco e classificou o árbitro como “caseiro”.
“De diferente mesmo, o Daronco é um parceiro caseiraço, caseiraço, caseiraço. O pênalti tinha que ter voltado. O jogador que tira a bola está com o pé em cima da linha, corpo todo projetado para dentro da linha”, afirmou.
“Como o cara já tentou tudo que ele podia para olhar, para ver se ele não dava o pênalti. Como ele não conseguiu, então depois eles deram sequência à não volta do pênalti. Mas nós já estamos acostumados. Daronco, jogo que ele apita em casa, é bem provável que o time da casa ganhe. Então, paciência, não teve coragem, não teve culhão para mandar voltar o pênalti. Já não queria ter marcado, o que dirá voltar”, enfatizou.
Apesar das críticas à arbitragem, Ceni também reconheceu problemas apresentados pelo próprio Bahia. Para o treinador, o confronto foi equilibrado, mas o Bahia teve dificuldades principalmente no início da partida.
“E o jogo em si, eu acho que é um jogo bem parelho. Erramos em algumas coisas, expusemos muito o David para o lado de fora nas coberturas, deixando ali o Camilo sozinho, cometemos alguns erros. No começo do jogo não começamos bem, errando muitos passes, podendo explorar a última linha”, destacou.
“Não deixou de ter vontade de vencer, não deixou de correr, não deixou de competir. Os atletas fizeram, nesse sentido, o seu melhor. E logicamente a frustração maior é justamente por ter a oportunidade real, no final do jogo, e por ter a obrigação de voltar o pênalti e o árbitro, que prefere não se expor quando está na casa do adversário”, completou.
Discussão com repórter por escolha do cobrador
Além da arbitragem, a escolha de Everaldo para executar o pênalti também virou assunto na entrevista coletiva. O atacante assumiu a cobrança mesmo depois de Luciano Juba ter convertido penalidades nas duas rodadas anteriores. Questionado sobre a decisão, Ceni se irritou com a pergunta e rebateu o repórter.
“Você fez essa pergunta em Belém, quando Juba bateu e Everaldo estava em campo contra o Remo, vai inverter agora? Você ouviu seu colega perguntar e vai inverter? A decisão é sempre minha. Isso é um oportunismo do caralh*”, disparou.
Com a derrota por 2 a 1, o Bahia viu chegar ao fim uma série de 11 partidas de invencibilidade no Campeonato Brasileiro. Após a pausa da Data Fifa, o Tricolor volta a campo pela competição contra o Palmeiras, no dia 8 de outubro.










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