Técnicos não resistiram aos resultados e o desempenho ruim do time na Série B
Às vésperas do Clássico dos Clássicos, o Náutico definiu nesta quarta-feira (23) a saída dos técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos. Os treinadores, que também acumulavam a função na gestão do departamento de futebol no clube, não conseguiram permanecer no cargo após a derrota para o Cuiabá por 3 x 0, e uma sequência de desempenhos ruins na Série B.
Em nota, o clube agradeceu os serviços prestados pelos treinadores ressaltando o profissionalismo e comprometimento, e desejou sucesso na sequência da carreira.
“O Clube Náutico Capibaribe informa o encerramento do trabalho dos técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos à frente da equipe alvirrubra. O Náutico agradece aos profissionais pela dedicação, pelo comprometimento e pelos serviços prestados durante o período em que estiveram no Clube, desejando sucesso na sequência de suas carreiras”, disse.
Na passagem, que durou um ano de cinco meses, foram 66 jogos, 29 vitórias, 17 empates e 20 derrotas, com aproveitamento de 52,2%.
Foto: Rafael Vieira/Náutico
Hélio e Guilherme no Náutico
Hélio assumiu o Náutico em abril de 2025 e foi responsável por recuperar o time na Série C e conquistar o tão sonhado acesso para a Série B. Com a reeleição do presidente Bruno Becker no final do ano, o treinador confirmou a permanência no clube e informou que Guilherme também faria parte como técnico ao invés de auxiliar.
Além disso, Guilherme e Hélio conciliaram a função de gerir o futebol, trabalhando como executivo e ajudando a trazer os jogadores para montar o elenco. O Náutico começou muito bem a temporada de 2026, conseguindo se destacar como o melhor time da primeira fase do Campeonato Pernambucano e conquistando as vagas importantes para a Copa do Brasil e Copa do Nordeste 2027. Mas a situação começou a ruir especificamente na final contra o Sport.
O empate na ida e uma derrota muito sofrida na volta fez o Timbu perder o título do Estadual nos Aflitos. O time teve pouco tempo para assimilar o resultado e logo emendou no início da Série B, em que começou com derrota para o Criciúma por 1 x 0.
Os resultados ruins se acumularam, apesar das boas atuações contra os adversários. O time conseguia criar, pressionar, ter volume, mas não fazia gols e sofreu para segurar ou reverter os placares. A equipe demorou a engrenar, e quando conseguiu, parecia que ia manter a qualidade.

Foto: Kléber Soares/Esp. NE45
Mas o que se viu foi bem diferente. O Náutico voltou a jogar muito mal, de forma apática e insegura após o Clássico dos Clássicos, e acumulou resultados ruins, mas agora também desempenho muito abaixo do esperado. O time que estava brigando pelo G-2 precisou ter atenção máxima para não entrar no Z-4 da Série B.
Com o período da Copa do Mundo, o clube fez uma reformulação no elenco com as saídas de jogadores que não estavam sendo utilizados. Inclusive, outro que estava sendo importante para o time, Dodô, acertou com o clube sul-coreano e a ida se deu em meio a muitas polêmicas.
O problema foi que com a saída dos atletas, o Náutico não conseguiu se organizar, sobretudo financeiramente, para repor, à altura da Série B, com bons atletas que poderiam ajudar o time a ressurgir na competição.
O que seria uma possível campanha para os playoffs da Série B se tornou uma luta para assegurar a permanência na competição. Para se ter ideia, o Náutico era um dos clubes que mais conseguia ter boas sequências fora de casa, e agora amarga o jejum de 10 jogos sem vencer como visitante.
Agora, o Timbu precisa se reorganizar, dentro e fora dos gramados, para voltar suas atenções em manter distância significativa do Z-4, chegar nos 45 pontos, e assegurar a permanência na Série B 2027.










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