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AnalistasCearáKauê Diniz

Ceará precisa de Vizeu… Vizeu até mais do que o Ceará

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Diante do Santos, na noite desta quarta-feira, pela Copa do Brasil, o Ceará deve estrear sua esperança para o novo camisa 9 do time na reta final desta temporada. Se o Vovô precisa encaixar um centroavante em definitivo na equipe, Felipe Vizeu tem urgência em consolidar sua carreira e não caminhar no sentido de mais uma aposta que despontou nas seleções de base do Brasil e foi cedo para a Europa, mas jamais se transformou em quem alguns acreditavam.   

Após anos de casa no Flamengo, de onde explodiu, Vizeu iniciou uma peregrinação na qual o Ceará é seu quarto clube em dois anos e meio. Gols foram poucos e partidas nem tantas pela Udinese – que pagou, em fevereiro de 2018, US$ 6 milhões por ele -, Grêmio e Akhmat Gronzy, da Rússia: 6 em 38 jogos nesses três times. Uma média de 0,15 gols por jogo, ou 1 gol a cada seis partidas.

26 gols por clubes

113 jogos

0,23 gols/jogo

Marca inferior ao seu desempenho no Flamengo, onde também não cravo como nem sequer boa: 20 gols em 75 jogos: 0,26 gols por partida de média. O que levanta a questão da supervalorização do produto que sai do Ninho do Urubu.

Se for levantar e ver como foram esses gols pelo Flamengo – parei para assistir todos eles -, observa-se que 15 deles, ou seja, 75% são com apenas um toque na bola. Quatro gols com dois toques e um com cinco toques, praticamente o único que ele precisou arrancar. 

15 dos gols com 1 toque na bola

4 gols com 2 toques

1 com 5 toques

Nove dos 20 gols são de jogadas que partiram de cruzamentos ou passes vindo da linha de fundo. E três cabeçadas. Se ver o scout dele, a grande maioria dos jogos na carreira era reserva e, quando titular, foi substituído.

É um centroavante à moda antiga, que joga por uma bola e debaixo do gol. Mas ajuda com o porte físico a segurar a bola entre os zagueiros e esperar a compactação do time para iniciar o planejamento ofensivo.

Acredito que sua aposta, inclusive, no Ceará foi melhor que em ir para o Sport, onde dificilmente seu jogo encaixaria pelo estilo Jair Ventura e o volume ofensivo mais acanhado do time. 

No Vovô, essa produção é muito superior e tem dois laterais que chegam para abastecer o centroavante, além de Vinícius, um meia que diálogo muito com um homem de referência. 

Guto Ferreira valoriza bastante o jogador com esse estilo mais rompedor. Tanto que apostou suas fichas no garoto Cléber, que fez uma reta final de Nordestão excelente, como também de Série A, mas caiu de produção, e até em Rafael Sóbis como referência, como deve ser nesta quarta contra o Peixe, mesmo sem ter características próprias para a posição. 

Mesmo com essa carência, o Ceará vinha se virando e com 23 gols na Série A está distante das últimas colocações no quesito gols marcados. Já Vizeu, a cada temporada sem resposta em campo, fica mais distante do jogador que muito apostaram.  

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