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Raio X: 26ª rodada espreme seis clubes numa faixa de risco de três pontos

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Na rodada passada, a classificação do Campeonato Brasileiro desenhou uma subdivisão mais clara da área de risco de rebaixamento – formada por todos os clubes fora do G8. Três blocos saltavam aos olhos. O primeiro trazia os clubes com uma margem de segurança de, pelo menos, 5 pontos em relação ao 17º colocado. O segundo era justamente o eixo central da disputa, com clubes “espremidos” dentro de uma faixa de três pontos acima do Z4. O terceiro trazia as equipes que “afundaram”, ficando a quatro ou cinco pontos da faixa de disputa pela permanência. Uma semana depois o tabuleiro apresenta, pelo menos, dois movimentos significativos. O saldo principal da 26ª rodada está ampliação do “segundo bloco”. A faixa de maior tensão do campeonato agora tem seis clubes achatados em um recorte de três pontos. Do 12º ao 17º. Do Athletico/PR ao Vasco.

O resultado mais impactante da 26ª rodada, claro, foi a vitória do Vasco sobre o Santos. Com o 18º colocado distante, o clube de São Januário tornou-se o pêndulo do Z4 e no momento em que volta a vencer e sobe três pontos numa única rodada eleva a pressão em toda área ao seu redor. Ao fim da 25ª rodada, o Vasco não tinha nenhum clube ao seu alcance para ultrapassar com uma vitória. Agora tem quatro. Ou seja, caso vença o Athletico/PR em Curitiba no próximo domingo já pode se tornar o 13º colocado – deixando Red Bull Bragantino, Fortaleza, Sport e Bahia pra trás. E mais: Ainda ficaria empatado com o próprio Athletico na faixa dos 31 pontos.

O salto de três pontos do 17º colocado na 26ª rodada repete o movimento da 21ª. Até pelo achatamento causado, a tendência é de novamente termos uma menor movimentação da faixa limite do Z4 nas próximas rodadas. Isso, claro, se o campeonato seguir o rumo dos dois primeiros terços de disputa.

Apesar do salto na pontuação do 17º, a projeção do “ponto de corte” do Z4 na 38ª rodada subiu aenas um ponto – de 40 para 41. A explicação, neste caso, está no 16º colocado. Como o Vasco tem um jogo a menos, o Bahia passou a ter o 4º pior aproveitamento da Série A (35,9%) – e é este número que se torna a base de cálculo, independentemente do resultado do jogo atrasado Palmeiras x Vasco, que só acontecerá no dia 27 de janeiro.

No primeiro bloco do agora quase extinto “Z12”, três clubes confirmam curva de alta e começam a virar a chave no foco principal de disputa na competição. Corinthians e Ceará, sobretudo. Mantiveram a distância de 8 e 7 pontos para o Z4 e, justamente por conta da vitória do Vasco sobre o Santos, colaram de vez no G8. Ambos, inclusive, já podem ultrapassar o time da Vila Belmiro na próxima rodada. Para o Ceará esta missão será um confronto direto fora de casa. Nunca é demais lembrar que existe a possibilidade, bem real, da área de classificação para a Libertadores se estender até o 8º colocado. Até o 7º é quase uma certeza.

Este movimento de Corinthians e Ceará (ainda não incluo o Atlético/GO por estar a duas rodadas de alcance do Vasco) é decisivo para a distorção no gráfico de soma de pontos do Z12 por rodada. Nesta 26ª foi quebrado o recorde de 18 pontos. Na verdade, este é um parâmetro em desuso. Afinal o conceito de Z12 não faz mais sentido quando espelhado na classificação. Hoje seria Z10, caminhando para o Z9.

O fim da 26ª rodada marca um ponto importante do Campeonato Brasileiro: Desconsiderando as partidas adiadas (Palmeiras x Vasco e Grêmio x Flamengo) os clubes têm o mesmo número de jogos como mandante e visitante – o que ajuda na precisão de análise dos cenários e projeções. Assim entra em cena um novo gráfico. A reta final dos oito clubes hoje diretamente envolvidos na disputa pela permanência. O critério de recorte foi o de duas rodadas de distância para o 17º. Acima ou abaixo.

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