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De virada e na raça, Santa Cruz vence o Ituano e entra na briga pelo acesso à Série B

Chiquinho foi o principal destaque do Santa Cruz, com dois gols decisivos. (Foto: Rafael Melo/Santa Cruz)

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Foi na raça, foi na camisa. E não poderia ser diferente. Enfim, o Santa Cruz venceu a sua primeira partida no quadrangular final do Campeonato Brasileiro da Série C, ao bater o então líder Ituano por 2 a 1 nos acréscimos. Depois de sair perdendo no primeiro tempo com um gol de falha do goleiro Maycon Cleiton, o Tricolor ficou com um atleta a mais em campo, empatou logo na volta do intervalo e depois de muito pressionar o time paulista, virou já nos acréscimos, com Chiquinho marcando os dois gols da vitória.

Resultado que não apenas encerra o jejum de cinco jogos sem vencer, mais de um mês na espera, como também colocou o Santa Cruz dentro da zona de classificação temporariamente, mas perdeu a posição após o empate do Vila Nova com o Brusque. Mesmo empatados em pontos, vitórias, saldo de gols e números de gols marcados, o Santa fica atrás pelo confronto direto, que é o quarto critério. Ainda que não tenha vaga garantida, o Santa Cruz entra de fato na briga, dependendo apenas de si para conquistar o acesso de volta à Série B após três anos.

Dois centroavantes

Com o jejum de cinco jogos sem vencer e a lanterna do Grupo C, o técnico Marcelo Martelotte adotou uma postura mais ofensiva, voltando a escalar a equipe com uma dupla de centroavantes, desta vez com Pipico e Victor Rangel. O treinador chegou a utilizar essa formação contra o Manaus, durante 60 minutos com Pipico e Caio Mancha, mas não voltou a repetir desde então.

Santa começou melhor

A escolha deu resultado imediato. O Santa Cruz conseguiu segurar mais a linha defensiva do Ituano em bloco baixo, e com isso teve mais facilidade para trabalhar a bola na transição para a intermediária. Reflexo disso foi o início com mais posse de bola para a equipe coral, porém foram poucas investidas verticais que não vieram de bolas cruzadas na área. Já aos 3 minutos Chiquinho teve um chute cruzado para fora e aos 6′, Pipico enfiou uma boa bola pelo meio da zaga e achou Rangel, mas depois de limpar o goleiro o atacante perdeu o ângulo e o contato com a bola.

O Ituano resistia no campo defensivo e atacava esporadicamente quando tinha a bola, sendo mais incisivo, sobretudo nas jogadas aéreas, que virou um calo para a defesa coral. Aos 16′, a zaga afastou mal escanteio e Sueliton balançou a rede, mas foi marcado impedimento. William Alves, no minuto seguinte, também saiu livre na pequena área, mas estava impedido igualmente.

Mais uma falha de Maycon

O jogo já estava equilibrado na posse de bola, quando aos 29′ Pacheco tentou um cruzamento e a bola ganhou efeito até encobrir o adiantado Maycon Cleiton, que também demorou a reagir no lance. Mais um gol sofrido pela equipe coral na conta do seu bom goleiro. O gol desestabilizou o Tricolor, que começou a errar um maior número de passes e perder a bola com mais facilidade. Léo Santos quase marcou o segundo de cabeça, aos 39′, porém Maycon salvou no reflexo.

Expulsão dá mais esperança

Aos 39′, numa investida de contra-ataque coral, Paulinho Dias fez mais uma das diversas faltas cometidas, e seria a sua última. Recebeu o segundo amarelo por derrubar Victor Rangel e acabou expulso. Situação que reanimou o Santa Cruz, que ainda esbarrou na parede defensiva paulista até o fim do primeiro tempo.

Reação imediata

Com um a mais para os 45 minutos restantes, Martelotte foi ainda mais ao ataque, acionando Lourenço no lugar de Bileu, na configuração mais ofensiva que o time já teve neste quadrangular. E fez efeito logo de cara. O gol de empate veio logo na primeira jogada construída, Victor Rangel cruzou e Chiquinho, artilheiro do Santa Cruz na Série C, mergulhou de cabeça e marcou o seu sexto gol no campeonato.

O Santa seguiu a pressão e teve mais duas boas chances com o próprio Rangel e quase com Pipico escorando aos 6′, mas também sofria com os contra-ataques, o que fez Martelotte trocar William Alves, que tinha cartão amarelo, por Célio.

Lá e cá

O jogo ganhou velocidade e se tornou uma trocação franca. Com o Santa tendo mais volume o chances de finalizar, mas sem acertar o alvo. Da mesma forma, o Ituano também chegava com perigo no ataque nas poucas investidas que conseguia. Aos 20, Pipico recebeu bom lançamento de Paulinho, limpou a marcação e quase virou, mas estava impedido.

Pressão absoluta e, enfim, a virada

Por volta dos 25′, o Ituano entregou os pontos e parou de atacar, sentindo o cansaço de se desdobrar na marcação com um a menos. Vinícius Bergantin reforçou a defesa, aumentou a presença de marcadores na grande área, o que fez o Ituano ganhar todas as jogadas aéreas. Todas mesmo. Nem mesmo a entrada de Jáderson resolveu para o Santa Cruz. O jogo ia encaminhando para o empate, quando Chiquinho, de novo chamou a responsabilidade, tabelou bem com Paulinho, entrou na área e bateu no ângulo de Pegorari. Um belo gol, o sétimo do meia na Série C, que coroou a virada, a primeira vitória do Santa Cruz no quadrangular.

O abraço de Paulinho

Ao final da partida, uma cena inusitada foi registrada, quando o volante Paulinho abraçou o árbitro Igor Junio Benevenuto em comemoração ao final da partida. O lance ganhou as redes sociais do Ituano, que com ironia tratou como ‘resumo da arbitragem e do jogo’, sugerindo um favorecimento ao Santa Cruz.

Chiquinho, o destaque do jogo

Não tem como ser diferente. O melhor em campo pelo Santa Cruz foi o meia Chiquinho, não apenas pelos dois gols decisivos, mas também por ser o principal articulador das jogadas trabalhadas no chão. Além dele, Victor Rangel também fez uma boa partida, assim como Paulinho, que voltou a render bem, mesmo que ainda abaixo do seu melhor futebol apresentado no ano.

Negativamente, novamente é necessário apontar a falha de Maycon Cleiton, que embora o gol tenha surgido de uma bola de rara felicidade do Pacheco, o posicionamento ruim do goleiro e a sua demora para reagir no lance foram cruciais para a bola entrar.

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