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Com um a menos, Bahia cede empate ao Goiás e sai do Z4, mas se complica

(Foto: Jhony Pinho/AGIF, Via Brasileirão/Twitter)
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O Bahia saiu do Z4 do Brasileirão, ainda que temporariamente na rodada. Porém, não foi da forma que o torcedor tricolor esperava. O Esquadrão tropeçou em casa contra o relutante Goiás, no duelo das duas piores defesas da Série A. E o resultado cheio de gols fez jus ao scout. Um 3×3 que complica bastante a situação da equipe para a sequência das últimas três rodadas.

Depois de sair atrás do placar logo no começo do primeiro tempo, o Tricolor virou ainda antes do intervalo, sofreu o empate e teve Daniel expulso num lance rigoroso do árbitro do jogo, o que dava ao Goiás a porta aberta para virar novamente. No entanto, o Bahia voltou a ficar à frente do placar com a ajuda do ‘imponderável’ e tentou segurar os triunfo até o fim. Mas não resistiu e cedeu o empate com gol do carrasco Fernandão, que fez valer a ‘lei do ex’ com dois gols na Fonte Nova.

Jogo travado

O primeiro tempo começou travado, com as duas equipes errando bastante nos passes verticais, e sem penetração na grande área rival. No Bahia, Dado Cavalcanti optou por uma formação com três volantes para reforçar a frente da zaga e tentar as pontas com os laterais mais livres. Mas demorou para o time engrenar e o Goiás aproveitou para tirar vantagem.

Fernandão e a ‘lei do ex’

Encontrando espaços aos poucos, o Goiás foi se aproximando da grande área, até que aos 14 minutos Vinícius cruzou e a bola acertou a mão de Gregore. Igor Benevenuto, no VAR, confirmou o pênalti na revisão. Fernandão, que foi recebido por milhares de torcedores do Bahia no aeroporto, foi para a cobrança rasteira no meio. Anderson até tocou na bola com o pé, mas ela bateu no travessão e se ofereceu de novo para o atacante abrir o placar.

Reção do Bahia

Em vantagem, o Goiás armou o ferrolho e entregou de vez a posse de bola ao Bahia, enquanto esperava erros para subir em velocidade. Mas a escolha facilitou o jogo para o esquadrão, que também começou a achar espaços, principalmente nas jogadas aéreas. E aos 25′ Gregore cruzou, a zaga afastou mal e Gilberto bateu de primeira na sobra. Marcelo Rangel não teve chance de evitar o empate na primeira finalização do Bahia no jogo.

O Goiás poderia voltar à frente do placar, novamente com Fernandão aos 35′, em contra-ataque que Shaylon acertou um belo passe de três dedos. Lucas Fonseca não alcançou e o centraovante ficou livre de cara para o gol, mas Anderson salvou o Bahia.

A virada

O tempo já se encaminhava para o fim e o Bahia não conseguia mais se aproximar pelos flancos, com a marcação reforçada no setor. Então, em uma jogada rápida de passes verticais pelo meio, Gilberto recebeu de Lucas Fonseca ainda no meio de campo, e lançou em profundidade um passe rasteiro para Gabriel Novaes. O atacante recebeu, limpou e deixou o zagueiro no chão, e bateu no canto de Rangel. Virando o placar aos 47′.

Estatísticas

Posse de bola: Bahia 47% x 53% Goiás
Finalizações: Bahia 9 x 17 Goiás
Finalizações no gol: Bahia 7 x 6 Goiás
Passes certos: Bahia 294 (78%) x 347 (82%) Goiás
Faltas: Bahia 18 x 13 Goiás
Desarmes: Bahia 17 x 18 Goiás
Defesas do goleiro: Bahia 3 x 4 Goiás
Fonte: Sofascore

Goiás volta melhor

Franco atirador na Série A, o Goiás voltou se lançando ao ataque. Glauber Ramos mandou Rafael Moura a campo, com a intenção de ter maior presença de área nas jogadas aéreas. E não demorou para surtir efeito a troca. No primeiro cruzamento, aos 3′, Rafael Moura levou a marcação consigo, Anderson saiu mal da barra, e Ernando se confundiu no lance com Nino Paraíba. Vinícius, de 1,80m, subiu livre pra empatar o jogo novamente.

Bahia reage

O gol cedo desestabilizou o Bahia, que tinha a proposta de administrar a vantagem. Só depois que Dado Cavalcanti chamou Daniel e Alesson para o jogo que o Esquadrão voltou a atacar melhor. Alesso, teve uma boa chance aos 19′, e obrigou Rangel a fazer uma boa defesa.

A expulsão de Daniel

Mas o cenário mudou de novo aos 20′. Daniel levantou demais o pé na hora de dividir uma bola com Rafael Moura. Rafael Traci nçao titubeou e foi enfático ao apresentar o cartão vermelho direto. Com um a mais, o Goiás reforçou o ataque com Miguel Ferreira e Ariel Cabral. E o argentino teve duas chances aos 27 minutos, num chute de fora colocado, e outro rasteiro, ambos tiraram tinta da trave de Anderson. A ‘revirada’ era questão de tempo.

O imponderável entra em ação

Mas no futebol a lógica nem sempre se aplica. E o Bahia a inverteu a seu favor. Num chutão de anderson para se livrar da bola, ela quicou na intermediária, entre dois zagueiros do Goiás que bateram cabeça. Ela sobrou livre para Alesson sair de cara, driblar Marcelo Rangel e só escorar para a rede vazia, aos 33′.

De imediato, Dado chamou o zagueiro Juninho, armando um esquema de três zagueiros, para segurar o triunfo do jeito que desse. E aos trancos e barrancos, contando com muitos erros de passe do Goiás, o Tricolor ia vencendo.

O castigo, de novo

Ia. Porque aos 49′, no fim da partida, um cruzamento da direita da defesa, Ariel escorou para trás e Fernandão cabeceou encobrindo Anderson, mal colocado. Empate frustrante, não só pela esperança do triunfo que se desenhava de forma heroica, mas também pelo futebol sofrido apresentado pelo Bahia no jogo. Mais um jogo, a propósito.

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