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Náutico nega atraso com Kevyn e vai recorrer de rescisão na Justiça

Foto: Caio Falcão/CNC

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A diretoria do Náutico foi pega de surpresa com a rescisão indireta de contrato obtida pelo lateral esquerdo Kevyn na Justiça do Trabalho na última sexta-feira. De acordo com o vice-presidente jurídico alvirrubro, Bruno Becker, o clube inclusive já estava em negociação para a extensão do contrato do atleta (que iria até 31 de dezembro) e reajuste salarial. De toda forma, o vice jurídico timbu adiantou que vai recorrer da decisão.

Titular absoluto com o técnico Hélio dos Anjos na última Série B, Kevyn, inclusive, esteve em campo no amistoso do último sábado contra o Botafogo-PB, nos Aflitos. A liminar, concedida pela  juíza Marília Leal Montenegro Spinelli, foi proferida na sexta-feira. O jogador alega seis meses de não recolhimento de FGTS, além de atrasos no pagamento do salário de R$ 5 mil dos meses de novembro, dezembro e janeiro, além do 13º.

“A gente ainda não foi notificado e por isso oficialmente ainda não está correndo o prazo, mas a ação de fato existe e para a surpresa da gente. Kevyn estava treinando normalmente e não procurou a direção hora nenhuma. Foi um jogador que a gente recuperou e estava tratando da renovação do contrato dele, inclusive com um salário bem maior do que ele recebe hoje”, pontuou Becker.

Ao NE45, o vice jurídico alvirrubro reconheceu o não recolhimento no FGTS e no 13º, mas garantiu que o Náutico está em dia com o jogador no que se refere aos salários. Para o representante timbu, apenas o não recolhimento do FGTS não é motivo para o atleta conseguir uma rescisão indireta.

“Independentemente disso, vamos entrar com um pedido de reconsideração da decisão. Existem várias jurisprudências de que atraso no FGTS não é motivo para rescisão indireta. O Náutico inclusive já ganhou outros processos dessa natureza, como foi o caso de Rogério (atacante que atualmente está no futebol do Iraque). Não será nada absurdo reverter essa decisão”, recordou.

“Os salários dele estão em dia. Consta apenas em aberto o 13º e também o FGTS, mas não sei ainda informar de quantos meses. Mas existem várias decisões, inclusive do TRT daqui de Pernambuco, nesse sentido. De que atraso de FGTS não é causa de rescisão indireta”, concluiu Bruno Becker. 

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