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O futebol pernambucano vive o seu pior momento na história. Na atual temporada, viu Sport, Santa Cruz e Salgueiro passarem vergonha e caírem ainda na primeira fase da Copa do Nordeste e também não irem longe na Copa do Brasil. O Náutico, enquanto isso, nem sequer disputou essas competições. Quatro clubes que agora, por falta de ambição maior até o início do Brasileiro, concentram suas forças na disputa de um combalido Campeonato Pernambucano. Ou “galeto” para os íntimos. Uma competição que faz jus a toda essa crise.

Além da natural desvalorização dos estaduais pelo País, o Campeonato Pernambucano parece se esforçar para chamar a atenção ainda mais pelo grotesco. A última aberração é a autorização da Federação Pernambucana para que nas semifinais, uma partida conte com o recurso do árbitro de vídeo e outra, não. Isso porque um dos clubes envolvidos, no caso o Sport, prefere custear a vinda de um árbitro de outro estado, do quadro da Fifa, na sua partida contra o Salgueiro, mas sem o VAR. Artifício que estará em ação no clássico entre Náutico e Santa Cruz, a outra semifinal.

E a situação, que já é absurda, se torna ainda mais escandalosa caso o Sport avance para decidir o campeonato, seja contra Náutico ou Santa Cruz. Isso porque o cenário irá se repetir, com o VAR  sendo utilizado apenas na partida da final onde o Rubro-negro não for mandante. Uma falta de padronização que não se vê nem em campeonato de várzea. E que fere a isonomia da competição.

E não estou aqui dizendo que o Sport vai ser beneficiado com isso. Porém, essa decisão esdrúxula, coloca em xeque o campeonato simplesmente pela falta de uniformidade. Uma vez que, sem o VAR, os times voltam ao risco do erro humano em um jogo naturalmente nervoso. E que, com esse cenário, ganha ainda contornos de pressão para cima da arbitragem no jogo onde o Rubro-negro será o mandante. 

Imaginem o campeonato ser decidido com um erro em favor do Sport, na partida sem o árbitro de vídeo? Esse risco não é positivo para ninguém. Nem para o Sport, nem para os demais envolvidos. Clubes, árbitros e a própria federação. É alimentar uma suspeita de forma inacreditavelmente desnecessária.

A arbitragem de vídeo deveria ser uma unanimidade. Não se admite mais um futebol de alto nível sem esse recurso. Se a sua aplicação ainda não é perfeita, é inegável dizer que ele deixa o futebol mais justo, mais correto. Porém, pior do que duvidar da eficácia do VAR, é autorizar ele apenas pela metade. Em um jogo sim e outro não. Do mesmo campeonato. Da mesma fase decisiva. Por um mínimo de prudência, ou se autoriza o VAR em todos os jogos ou em nenhum. Com um pé lá e outro cá, o Campeonato Pernambucano corre o risco de cair ainda mais em descrédito. E o galeto estragar de vez. 

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