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Ao NE45, Daniel Paulista avalia saída, crescimento do Confiança e carreira

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Após 59 jogos, chegou ao fim na última segunda-feira (10) a segunda passagem do técnico Daniel Paulista pelo Confiança. O treinador não resistiu à eliminação na semifinal do Campeonato Sergipano para o Sergipe e acabou demitido pela diretoria do Dragão. Nesta terça, Daniel atendeu com exclusividade a reportagem do NE45 para falar da sua saída, analisar os problemas da temporada, na qual o clube Proletário acumula também eliminações nas primeiras fase da Copa do Brasil e Copa do Nordeste, e projetar o futuro. Tanto o da própria carreira, quanto o do Confiança, que se prepara agora para a disputa da Série B.

Segundo Daniel, na atual temporada, o Confiança pagou por não conseguir manter a base do elenco que conseguiu a permanência na Segunda Divisão do ano passado, precisando partir por uma reformulação do seu grupo de atletas, sem tempo para treinamentos e com uma maratona de jogos.

“O Confiança, apesar de pagar em dia e ter as finanças organizadas, ainda não consegue ter uma visão mais a longo prazo pela questão financeira. Com o final da Série B, vários jogadores se valorizaram e passaram a ocupar uma faixa salarial que não é a do Confiança, que não teve como manter esses atletas. Iniciamos a primeira semana de treinamento com apenas oito jogadores e começamos praticamente do zero. Além disso, nesse momento, as opções do mercado eram bastante limitadas”, destacou.

“A sequência de jogos também foi muito pesada. Desde o primeiro jogo da temporada até o último no sábado, quando fomos eliminados do Campeonato Sergipano, não tivemos uma semana sequer livre para treinamentos. Com jogos sábado, quarta e domingo desde o início fica muito difícil o trabalho. Nós temos a nossa parcela de responsabilidade, mas esses fatores contribuíram para dificultar a implantação de um modelo de jogo e o entrosamento da equipe. Além disso, tivemos problemas com lesões e o Batistão ficou interditado. Nesse tempo, quando éramos mandantes, jogávamos em Lagarto, que fica uma hora e meia de Aracaju. Até mesmo os jogos dentro de casa eram desgastantes”, concluiu.

Ainda assim, Daniel se diz orgulhoso do trabalho desenvolvido em dois anos no clube. Ao todo, foram 90 partidas no comando do Dragão, com o acesso à Série B em 2019 e a permanência em 2020. “Fico contente de poder ter contribuído com o crescimento do Confiança e do futebol sergipano. Sou um dos responsáveis, junto com outras pessoas, de hoje o Confiança estar na Série B e ter elevado de patamar. Quando assumimos em 2019 o Confiança era quase um clube amador e hoje é um clube profissional e em crescimento.”

Após a saída do Confiança, Daniel disse ainda não ter recebido propostas de outros clubes (algo que afirmou ter recebido enquanto estava à frente do Dragão). Mas se colocou no mercado. Sobre o clube sergipano, o treinador reforçou que o planejamento será de tentar permanecer mais um ano na Série B do Campeonato Brasileiro e assim seguir se estruturando.

“Esse ano tive convite de outros clubes importantes, com calendário, mas estava com o objetivo dentro do Confiança. Agora sou um treinador disponível no mercado e qualquer convite que receber vamos estar analisando com calma e cabeça fria para dar prosseguimento na carreira”, pontuou.

“Com relação ao Confiança, ainda dentro desse processo de crescimento do clube, o principal objetivo é a permanência. Para que, com isso, o clube possa cada vez mais ir se estruturando para no futuro não ter as dificuldades que teve esse ano. Hoje, o Confiança não tem condições de estar em três competições ao mesmo tempo. E permanecer na Série B vai ajudar o clube no ano que vem a estar mais estruturado. Dentro do planejamento para o Brasileiro será preciso acontecer alguns ajustes pontuais e contratações para determinadas posições. Mas agora isso é uma atribuição do novo comandante do time. Da minha parte, pelo tempo que estive, vai sempre existir um carinho com o clube e com a torcida”, finalizou.

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