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Juazeirense vence Cruzeiro nos pênaltis e está nas oitavas da Copa do Brasil pela 1ª vez

Foto: Bruno Lopes/Juazeirense

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O futebol do Nordeste, sinônimo de resistência, de luta, deu mais um grande passo para elevar sua história na noite desta quarta-feira. E não como mero figurante, mas como protagonista. Dono da sua narrativa. Precisando vencer o Cruzeiro por, no mínimo, um gol para sonhar com a classificar na Copa do Brasil, a Juazeirense reverteu o placar no Adauto Moraes, com Thauã, já no final da etapa complementar, e levou a disputa para os pênaltis. E, na marca de cal, o Cancão foi mais feliz. Rodrigo Calaça brilhou, defendendo as cobranças de Rômulo e Matheus Barbosa para sacramentar a passagem histórica dos baianos nas oitavas de final.

Caminhada que não foi nada fácil até desbancar o maior campeão da Copa do Brasil. Antes de passar pelo Cruzeiro, a Juazeirense enfrentou Sport e Volta Redonda. Em comum, equipes que disputam séries acima no futebol nacional. Na soma das classificações, o Cancão já faturou 5,635 milhões em cotas.

Juazeirense tem dificuldades, aposta em finalizações de fora da área e para em Fábio

Um primeiro tempo sem muita emoção no Adauto Moraes. Apresentando muitas dificuldades na saída de bla e construção no meio de campo, a Juazeirense recorreu a cruzamentos e chutes de fora da área para tentar surpreender o Cruzeiro. Mas sem perigo algum. Até que, aos 28 minutos, Fábio foi acionado e defendeu boa finalização de Clébson, nome no Cancão que mais buscou o jogo nos primeiros 45 minutos.

Do lado da Raposa, um cenário não muito diferente: uma única chance foi construída pelos mineiros. Aos 34, Bruno José recebeu na entrada da área passe escorado por Ramon e finalizou cruzado, tirando da marcação, mas a bola foi pela linha de fundo, rente à trave de Rodrigo Calaça.

Cancão leva calor, mas cresce, abre o placar e conta com Waguinho para salvar o gol de empate

O segundo tempo, porém, foi o oposto. As equipes se lançaram mais ao ataque, e o Cruzeiro, encurralando a Juazeirense nos primeiros 15 minutos, ficou muito perto de abrir o placar no Adauto Moraes. O Cancão, mais acuado, – ainda que tentando buscar alternativas para furar o bloqueio defensivo da Raposa – só chegou em duas oportunidades, ambas em jogadas de bola parada, com Guilherme Lucena. E sem sucesso.

Até que o desenho da partida se inverteu. Após os 20 minutos, foram o mineiros que recuaram na marcação, chegando a perder uma chance claríssima com Airton, sozinho na grande área, e aí a Juazeirense foi letal na grande oportunidade que teve. Kesley aproveitou lançamento, finalizou cruzado na pequena área e Thauan se jogou para abrir o placar no Adauto Moraes. Mas o final do jogo ainda reservaria grandes emoções. Após cruzamento, Ramon recebe bola cara a cara com Rodrigo Calaça e finalizou, mas Waquinho salvou em cima da linha e, no rebote, ainda acertou o travessão.

Nos pênaltis, Rodrigo Calaça supera Fábio e leva Juazeirense a um feito inédito

Com a partida indo para os pênaltis, a estrela de Rodrigo Calaça brilhou mais que a de Fábio, já consagrado por defender cobranças. O goleiro pegou as penalidades de Rômulo, a primeira a ser batida na série, e a última, de Matheus Barbosa. Uma noite histórica pra quem, até então, nunca havia alcançado as oitavas de final da Copa do Brasil.

Ficha do jogo

Juazeirense 1 (3)

Rodrigo Calaça, Guilherme Lucena, Mineiro (Kanu), Eduardo (Wendell) e Daniel; Waguinho, Sapé (Waldir) e Patrik; Clebson (Ian Augusto), Tony Galego (Thauan) e Kesley. Técnico: Carlos Rabello.

Cruzeiro 0 (2)

Fábio, Cáceres, Ramon, Weverton e Matheus Pereira (Kaiki); Matheus Neris (Paulo), Matheus Barbosa e Rômulo; Airton (Felipe Augusto), Bruno José (Stênio) e Bissoli (Adriano). Técnico: Felipe Conceição.

Local: Adauto Moraes
Árbitro: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ
Assistentes:
Luiz Claudio Regazone (RJ) e Emerson Ricardo de Almeida Andrade (RJ)
Gols:
Cartões amarelos:
Eduardo (J), Clébson (J), Ramon (C), Waldir (J), Matheus Néris (C), Weverton (C), Kanu (J), Stênio (C),
Cartão vermelho: Felipe Conceição (C), Matheus Pereira (C)

Ouça a partir do minuto 43′:

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