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Iguatu brilha, Campinense bate América nos pênaltis e retorna à Série C após 10 anos

Série D, PB, RN, Últimas

Por Vítor Aguiar

Por Vítor Aguiar

Postado dia 15 de outubro de 2021

Foram 10 anos de calvário, mas, finalmente, chega ao fim o sofrimento de uma das mais tradicionais equipes do futebol nordestino. O Campinense superou o América-RN e está de volta à Série C. A festa do acesso foi no Amigão, casa da Raposa; nos braços da torcida, que voltava ao estádio após dois anos; nos pés do goleiro Mauro Iguatu, responsável pela cobrança do último pênalti; e nas bênçãos de São Pedro, que esperou o fim do tempo regulamentar para soltar a chuva que limpou a alma da Raposa.

O acesso veio após dois empates sem gols, com vitória paraibana nos pênaltis por 4 a 2, com Cleiton, Anselmo, Matheus Régis e Mauro Iguatu marcando os gols paraibanos, enquanto o chute de Dione parou no goleiro americano.

O Campinense não aparecia na Terceira Divisão desde 2011, ano em que foi rebaixado à Série D. Nesse meio tempo, o time foi duas vezes às quartas de final, em 2012 e 2018, mas não conseguiu cravar o acesso. A maior glória da história rubro-negra, porém, também veio nesse meio tempo, com o título da Copa do Nordeste em 2013, além de também ter chegado à final em 2016.


Para o Dragão, por outro lado, não há motivos para festa. Além de não conseguir o acesso, o time corre risco de sequer ter divisão nacional para jogar em 2022. Como não fez um bom Campeonato Potiguar, o Alvirrubro precisa que o maior rival, ABC, consiga o acesso à Série C, que será decidido amanhã, contra o Caxias, em Natal. Apenas nesse caso, os campeões do Nordeste em 1998 irão enfrentar a sexta temporada seguida na Série D.

Como fica?

Com a vitória e o acesso, o Campinense segue na disputa, em busca do inédito título da Série D. Assim, já no próximo fim de semana, o clube disputa o primeiro jogo da semifinal, contra o vencedor da disputa entre Ferroviária-SP e Atlético-CE, que acontece às 15h deste domingo.

No jogo de ida, os times empataram em 1 a 1. Caso os paulistas avancem, o segundo jogo acontece em Araraquara. Se os adversários forem os cearenses, o jogo decisivo será na Paraíba. Para o América-RN, resta a disputa da pré-Copa do Nordeste. Nesta quinta-feira, às 19h, o Dragão vai receber o Moto Club-MA, em jogo único na Arena das Dunas.

Campinense controla, mas ninguém leva perigo

Desde o início, o jogo foi favorável aos mandantes. Com uma marcação bem encaixada no campo de ataque, a Raposa recuperava a bola e construía suas jogadas na proximidade da área adversária. O Dragão, porém, povoava aquela região, criando dificuldade para que os paraibanos transformassem o grande domínio ofensivo em oportunidades reais de gol.

O jogo alvirrubro acontecia nos contra-ataques. Invadindo menos o campo adversário, o time buscava aplicar velocidade para ganhar jardas. Na prática, porém, isso não deu muito certo. Além de finalizar menos, o time só levou perigo em um momento do jogo, aos 30. Para o Campinense, porém, também não foram grandes chances, com a melhor vindo aos 34, com Rafinha batendo da intermediária para boa defesa de Reynaldo.

Segundo tempo aberto e América melhor

Depois do intervalo, o América voltou a campo com uma postura muito mais ofensiva, o que resultou em um jogo aberto, com bons ataques surgindo para os dois lados. Nisso, o Dragão conseguiu crescer e soube se aproveitar dos espaços deixados pela defesa rubro-negra, o que deu um leve domínio do jogo para os visitantes, mas sem muita tranquilidade para nenhum dos lados.

Assim, os apareceram no ataque com frequência, conseguindo entrar nas áreas adversárias e criar oportunidades reais de gol. Para o América, as chances ainda vinham da velocidade pelas pontas, com um jogo vertical e rápido. Do lado do Campinense, as melhores oportunidades saíram de escanteio, mas, com bola rolando, o time seguia apostando em um jogo de maior construção no campo de ataque.

Mesmo com as diferentes estratégias, porém, ninguém conseguiu furar a defesa adversária, por mais que as boas chances tenham surgido desde o início da etapa, quando Esquerdinha, do América, bateu forte da entrada da área e viu ela beijar a trave antes de sair; até o final, quando o goleiro paraibano Mauro Iguatu apareceu bem para grandes defesas em chute de Patrick Allan e cabeçada de Rômulo.

Na marca da cal

Logo após o fim do jogo, uma grande chuva começou a cair, trazendo mais drama à decisão. Logo na primeira cobrança, o goleiro Reynaldo, do América, brilhou, defendendo a cobrança de Dione. Depois, Patrick Allan e Erick Varão marcaram para os potiguares, enquanto Cleiton e Anselmo fizeram para o Campinense. A vantagem, porém, acabou no chute de Esquerdinha, que acertou o travessão.

Na sequência, Matheus Régis colocou os paraibanos em vantagem, enquanto Roni bateu para fora. O gol do acesso saiu dos pés do goleiro Mauro Iguatu, que encheu o pé e colocou o Campinense na Série C após 10 anos.

Ficha do jogo

Campinense 0 (4)
Mauro Iguatu; Felipinho, Michel Bennech (Cleiton), Itallo e Filipe Ramon; Rafinha (Joílson), Serginho Paulista e Marcelinho (Dione); Fábio Lima (Juliano), Marcos Nunes (Matheus Régis) e Anselmo. Técnico: Ranielle Ribeiro.

América-RN 0 (2)
Reynaldo; Felipinho (Roni), Jean Pierre, Rômulo e Iranílson (Leozinho); Wellington Cézar, Luís Henrique e Erick Varão; Esquerdinha, Alvinho (Patrick Allan) e Mazinho (Weslley Smith). Técnico: Renatinho Potiguar.

Local do jogo: Estádio Governador Ernani Sátyro (Amigão), em Campina Grande-PB
Árbitro: Paulo Roberto Alves Júnior (PR)
Assistentes: Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) e Sidmar dos Santos Meurer (PR)
Cartões amarelos: Luís Henrique, Leozinho (AME)

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