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Intermediário da venda do Cruzeiro afirma trabalhar junto ao Bahia; Bellintani nega e afirma surpresa

Bahia, BA, Série B, Últimas

Por Vítor Aguiar

Por Vítor Aguiar

Postado dia 20 de dezembro de 2021

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A XP Investimentos, empresa que foi a intermediária da negociação que resultou na venda do Cruzeiro ao ex-atacante Ronaldo, está trabalhando também em um projeto de clube-empresa dentro do Bahia. Ao menos, foi o que afirmou o diretor de investimentos da companhia, Pedro Mesquita. O presidente do Tricolor, Guilherme Bellintani (foto), negou, afirmando que o clube apenas participou de reuniões, sem nada assinado.

Em entrevista ao jornalista Jorge Nicola, o diretor de investimentos revelou que, além de Cruzeiro e Botafogo, clubes cujas negociações já haviam sido noticiadas, a empresa vem dialogando com o Esquadrão. Nesse papel de intermediária, a empresa dá suporte à estruturação do modelo de venda e atua diretamente na busca de investidores.

“Efetivamente, a gente está trabalhando hoje com Cruzeiro, Botafogo e Bahia. O Bahia está na conta aí. É um grande clube do Nordeste Brasileiro, com uma torcida muito bacana”, afirmou Pedro. Ele também afirmou que procurou outros clubes, mas que não há nenhum trabalho da empresa envolvendo outras equipes.

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Na entrevista, Pedro também afirmou que, prevendo um sucesso da fórmula, a tendência é que outros clubes também decidam entrar nesse novo modelo de gestão.

Clube rebate

Mas, na visão do Bahia, a situação não é tão clara assim. Em reunião do Conselho Deliberativo do clube, não muito depois dessa fala do diretor da XP, o presidente tricolor, Guilherme Bellintani, afirmou que a relação entre o clube e a empresa não foi além de conversas preliminares.

“Me surpreendeu a fala. Infelizmente, a gente é surpreendido mesmo por empresas do nível da XP. Não temos nada assinado. Apenas duas reuniões que fomos convidados. Tivemos participação importante na lei das SAFS. Conhecemos o que vem por aí de investidores, estamos antenados, apesar de acharmos que não é o momento de colocar em pauta”.

Bahia clube-empresa

Caso a negociação avance e o Tricolor formalize a venda de suas ações como clube-empresa, se instituindo como Sociedade Anônima do Futebol (SAF), essa será a segunda experiência desse tipo para o Tricolor. Antes, o Esquadrão já teve uma operação como Sociedade Anônima (Bahia S/A), ainda em 1998.

Aquela experiência, porém, não deu muito certo. Em crise, o clube acabou rebaixado à Série C e acumulou dividas. O clube readquiriu parte das ações junto à Ligafutebol, empresa do Grupo Opportunity, tendo 65% das 18 mil ações. A Bahia S/A não tem mais atividade operacional desde 2015. Mas o clube segue pagando débitos daquela época.

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