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Presidente do Santa vê ‘problema político’ em não liberação do Arruda e critica PM

Foto: Rodrigo Baltar

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Um problema político. Foi assim que o presidente do Santa Cruz, Joaquim Bezerra, classificou a não liberação do Arruda pela Polícia Militar. O time estrearia no Campeonato Pernambucano neste domingo, em casa, diante do Afogados da Ingazeira, mas um laudo do Batalhão de Choque determinou que o estádio não atendeu a cinco exigências, o que motivou o adiamento do duelo, ainda sem data para ocorrer.

Em entrevista à Rádio Clube, o mandatário coral mencionou a possibilidade de ir à Justiça para poder jogar no Arruda e fez questão de reforçar que o Santa Cruz não abriria mão de atuar em casa.

“Acho estranho um estádio que comporta 60 mil pessoas não poder receber um público de três mil. O que não posso admitir é jogar sem torcida. Ou então transferir o jogo para uma casa que não é a nossa, a Arena. Aí vamos brigar incessantemente para que os direitos dos torcedores e do Santa Cruz sejam respeitados”, disse.

“O (Corpo de) Bombeiros fez um primeiro laudo do Arruda e reprovou. Nós pedimos para que o Bombeiros fosse novamente lá. O Bombeiros foi e aprovou o laudo com restrição. Ao invés de liberar a capacidade de 60 mil pessoas, liberou para 40 mil. E pediu que algumas adequações fossem feitas no estádio… Esse laudo foi protocolado na PM. Quando a PM foi fazer a vistoria pela primeira vez, colocou que nós não tínhamos o laudo do Corpo de Bombeiros. E isso não é verdade”, acrescentou.

Impasse quanto ao Corpo de Bombeiros solucionado, inclusive com comprovação do próprio Evandro Carvalho, presidente da Federação Pernambucana de Futebol. (Veja abaixo o documento).

Pelos motivos citados acima, Joaquim Bezerra voltou a tecer críticas a Polícia Militar, acrescentando que “faltou boa vontade” para que houvesse a liberação do estádio. O presidente do Santa Cruz também reclamou da quantidade de 160 seguranças exigida para a realização da partida contra o Afogados.

“Na sexta-feira uma segunda vistoria foi feita. E o oficial que foi lá ficou procurando tudo que era defeito para realmente reprovar as instalações do Santa Cruz. Nós estamos falando num público de três mil pessoas. Qualquer lugar que fosse aberto no estádio, seja a arquibancada do escudo, atrás da barra, comportaria um público de três mil. O que a gente entende é que faltou boa vontade para que houvesse a liberação do estádio”, destacou.

“Outra exigência da é que para um público de três mil pessoas nós tivéssemos 160 seguranças. Ora, se nós colocarmos 160 seguranças, só o valor dos seguranças vai representar mais de 60% da renda se vendesse todos ingressos a R$ 50. O que não pode é ficar no meio de um problema político que está ocorrendo”, criticou Joaquim.

Também durante a entrevista à Rádio Clube, o cartola salientou que a decisão de adiar o jogo foi para evitar que o Santa Cruz não fosse prejudicado. “Queria que o torcedor do Santa Cruz, o sócio, o conselheiro, é que ele entenda que essa medida de adiar o jogo é para o Santa Cruz não ser prejudicado. Porque se nós tivéssemos aceitado jogo com portões fechados, isso iria se tornar uma prática. Se nós tivéssemos aceitado levar o jogo para a Arena, isso iria se tornar uma prática”, encerrou.

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