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Marcelo Martelotte, treinador do Santa Cruz, concede entrevista Marcelo Martelotte, treinador do Santa Cruz, concede entrevista

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Santa Cruz: Martelotte pede adaptação fora de casa e nega pressão menor por estar no G4

Reprodução/TV Coral

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Jogo do Santa Cruz contra o CSE acontece neste sábado

O Santa Cruz se prepara para um jogo importante neste sábado. Contra o CSE, os corais vão defender uma posição dentro do G4 pela 1ª vez nesta Série D. E para o treinador Marcelo Martelotte, a pressão para se manter no grupo é tão grande quando a pressão para entrar.

O comandante do Santa Cruz concedeu entrevista nesta sexta-feira e falou sobre as expectativas para a partida. Na visão dele, o jogo é um passo importante para que o Santa Cruz afirme o seu futebol fora de casa.

O Santa Cruz longe do Arruda

Duelo entre CSE e Santa Cruz, pela Série D, está confirmado para o estádio Juca Sampaio
Estádio Juca Sampaio recebe o jogo deste domingo – Foto: Augusto Oliveira/ASCOM CSA

Até o momento, o Santa Cruz tem 11 pontos na Série D. E só dois desses vieram dos jogos longe do Arruda. Agora, jogando no interior de Alagoas, o time terá mais uma chance para buscar a 1ª vitória fora de casa. E isso foi comentado pelo treinador.

“Tem que ter personalidade para jogar. Mesmo que seja em uma condição diferente. Mesmo que seja em um gramado diferente do nosso, mais pesado, onde a bola não role tanto e você não consiga ter um jogo de tanta velocidade, intensidade”.

Assim, Martelotte pregou adaptação no Santa Cruz. “O time precisa se adaptar a isso sem perder sua característica principal. Sem fazer com que o jogo caia muito em termos de qualidade técnica. Principalmente na nossa posse de bola, nosso momento ofensivo”.

Pressão

Marcelo Martelotte também falou sobre a pressão do Santa Cruz na Série D. Hoje, os corais entraram no G4 do grupo A4, mas ainda está longe de criar uma folga dentro do grupo de classificação ao mata-mata. Assim, o técnico vê o time no mesmo nível de responsabilidade.

“Nessa, eu não vejo nenhuma mudança de comportamento por a gente estar dentro do G4. A responsabilidade cresce. A gente sabe que é tão difícil se manter ali como chegar. Só muda o tipo da responsabilidade e o nível de confiança”, afirmou Marcelo Martelotte.

Mas ele também viu um ponto positivo. “Muda o nível de confiança. Acho que isso é o mais importante. Você vir em uma sequência de vitórias, de bons resultados (…) isso traz uma qualidade técnica maior dentro do jogo. Pelos jogadores acreditarem no seu potencial”.

Leia e veja a coletiva do treinador do Santa Cruz

O Santa Cruz está crescendo na hora certa?

Reprodução/tv coral

“A gente preferia que já tivesse uma condição melhor. Em termos de classificação, principalmente. Eu acho que a necessidade faz com que essa fosse a hora certa. A gente não tinha muito mais para onde fugir do que começar a pontuar, jogar melhor, vencer os jogos”.

“A nossa colocação entre os quatro primeiros vai muito por essa necessidade que a gente tinha desde o início do campeonato. De evoluir, melhorar, pontuar. Eu não vejo como hora certa, mas como momento de necessidade para que a gente chegasse nessa condição”.

“Mas pensando em competição, a gente sabe que além da classificação nessa fase, a gente entra em outra fase completamente diferente mais à frente. E conquistando a classificação, é importante que a gente esteja em um bom momento”.

“Eu espero que a gente chegue, após essas seis rodadas, bem classificado, no nosso melhor momento no campeonato para disputar as partidas decisivas”.

Similaridades com 2020?

reprodução/tv coral

“É difícil achar alguns aspectos em comum. Eu acho que o time já estava em uma condição melhor em 2020, dentro da própria competição. Dessa vez, a gente precisou mais rapidamente de uma recuperação. Ali, a gente foi crescendo dentro do processo que já vinha anterior”.

“Ali, você não contava com o torcedor como você conta hoje. E é uma coisa que realmente faz a diferença aqui no Santa Cruz”.

“Mas todo mundo fica buscando algo em comum das minhas passagens aqui no Santa Cruz, tentando comparar com as anteriores. e eu sempre procuro encarar como um novo desafio, diferente dos anteriores”.

“Eu acho que o próximo é sempre o mais importante. Então, hoje, em uma Série D, nessa situação que a gente se encontrava quando eu cheguei, era o maior desafio de todos”.

“Eu prefiro encarar isso como uma passagem diferente, que a gente espera que seja vitoriosa ao final, como algumas das que eu tive por aqui. Mas a gente sabe que no futebol, você sempre tem que estar se provando dia após dia e é importante que a gente seja vitorioso neste trabalho”.

“Ate porque, o entendimento geral é de que a Série D não é o lugar do Santa Cruz. Então, é um trabalho que, sinceramente, eu encaro como obrigação. Até por esse entendimento de que a Série D está muito longe de ser onde deveríamos estar”.

“É muito diferente do que foi 2020. Do que foram as minhas outra passagens. Mas é lógico que a experiência nos traz conhecimento do clube. Tudo que eu passei aqui, em algum momento, serve para que eu tenha mais uma passagem com êxito”.

Marcelo Martelotte comanda treino do Santa Cruz em 2020
Martelotte também chegou no meio da temporada na Série C de 2020 – Foto: Rafael Melo/SCFC

Estar no G4 tira um peso?

“Não. Só muda o tipo da responsabilidade. A pressão é a mesma. Você tinha uma pressão para ganhar e entrar no G4, hoje você tem uma para se manter no G4”.

“Esse é um dos aspectos que foi diferente em 2020. Lá, a gente se classificou com muita antecedência, nunca correu risco. A gente sempre esteve bem. A própria 1ª colocação, a gente conquistou com muita antecipação”.

“Nessa, eu não vejo nenhuma mudança de comportamento por a gente estar dentro do G4. A responsabilidade cresce. A gente sabe que é tão difícil se manter ali como chegar. Só muda o tipo da responsabilidade e o nível de confiança”.

“Acho que isso é o mais importante. Você vir em uma sequência de vitórias, de bons resultados, aumenta a confiança do grupo. O que a gente tem visto é o grupo jogando em outro nível, principalmente por causa dessa retomada de confiança”.

“Isso traz uma qualidade técnica maior dentro do jogo. Pelos jogadores acreditarem no seu potencial”.

“Mas a responsabilidade é a mesma que a gente tinha há duas, três rodadas, quando estava em uma situação pior, em uma briga para se colocar entre os quatro primeiros. Eu acho que a seis rodadas, a pontuação ainda é muito grande para o equilíbrio que existe no nosso grupo”.

“Eu vejo que não dá para você se tranquilizar simplesmente por, hoje, ser o terceiro colocado. Muito pelo contrário, a gente tem uma responsabilidade grande agora”.

O que esperar do CSE?

reprodução/tv coral

“São números que eles já tinham quando enfrentaram a gente aqui no Arruda. Já tinha essa característica o time deles. A gente sabe que eles são um time forte ofensivamente”.

“A gente está preparado para encontrar um jogo com característica diferente daquele. Apesar de ser o mesmo adversário. Mas jogando na casa deles, em um campo diferente, vai fazer com que o jogo tenha outra característica”.

“Mas a gente se preparou para isso. Estamos preparados. E a gente precisa se adaptar a essa mudança de cenário também. Precisamos ser mais fortes jogando fora de casa. A gente sabe que é importante que a gente seja forte fora de casa para a sequência da competição”.

“E (precisamos) que (o time) se adapte o mais rápido possível a qualquer outra situação que você enfrente jogando em outro campo, contra torcida adversária. Contra situações que são diferentes de quando jogamos no Arruda”.

“Esse é um processo natural. Acho que a gente já está bem maduro, bem preparado para fazer um grande jogo fora de casa e conquistar a 1ª vitória”.

Como chegar para o jogo?

REPRODUÇÃO/TV CORAL

“Tem que ter personalidade para jogar. Mesmo que seja em uma condição diferente. Mesmo que seja em um gramado diferente do nosso, mais pesado, onde a bola não role tanto e você não consiga ter um jogo de tanta velocidade, intensidade”.

“O time precisa se adaptar a isso sem perder a sua característica principal. Sem fazer com que o jogo caia muito em termos de qualidade técnica. Principalmente no que diz respeito à nossa posse de bola, ao nosso momento ofensivo”.

“É esse tipo de adaptação que eu entendo que seja fundamental para esse momento. Você conseguir fazer um jogo bom tecnicamente, mesmo que jogando em um ambiente diferente do que você está acostumado no Arruda”.

“Aqui a gente já provou que está evoluindo, jogando em um nível bom. Mas a gente tem que tentar se adaptar o mais rápido possível dentro do jogo sem perder a principal característica, que é o toque de bola, o jogo de velocidade, a aproximação”.

“Tudo isso, a gente precisa ter, independente da condição que a gente vai encontrar no jogo do CSE”.

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