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Treinador Dado Cavalcanti, do Náutico Treinador Dado Cavalcanti, do Náutico

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Dado Cavalcanti revela interesse em continuar no Náutico para 2023

Tiago Caldas/CNC

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Treinador afirmou que não conversou com diretoria sobre possibilidade

O rebaixamento do Náutico na Série B virou questão de tempo, mas o time segue com mais três partidas nesta reta final. Com o desafio de manter o time motivado, o treinador Dado Cavalcanti comentou sobre o clima no grupo alvirrubro e garantiu que quer seguir no clube, ainda que não tenha conversado ainda com a direção.

Dado Cavalcanti - Náutico
Dado voltou ao Náutico em agosto – Tiago Caldas/CNC

Dado fica para 2023?

Com esse futuro desenhado na Série C, o Náutico ainda não tem muitos passos traçados do seu planejamento da nova temporada. E a definição do treinador que estará à frente do elenco em 2023 é uma das pautas-chave. Segundo Dado, ele quer ser esse profissional.

“Não conversei com ninguém da direção ainda sobre isso, porque acho, também, que não é o momento. Mas eu visualizo uma vantagem na permanência. Visualizo, principalmente, o fato de ter vivido e sentido tudo que aconteceu neste ano”.

A partir disso, o treinador do Náutico relembrou seus últimos trabalhos. Dado disse não ter tido opção de escolha nas formações dos elencos do Vitória, do Vila Nova e do Náutico, mas que conseguiu bons resultados nas últimas vezes que teve essas oportunidades.

“O interesse existe principalmente por isso. Na última vez que eu tive isso, foi com um êxito absurdo na conquista do título da Copa do Nordeste no Bahia (2021). Foi uma permanência de um ano para o outro. E já tinha acontecido em outro clubes”.

Dado foi campeão do Nordestão no ano passado – Felipe Oliveira/EC Bahia

Náutico x Grêmio

Mas antes de pensar em 2023, o Náutico ainda tem mais três compromissos nesta Série B. Nesse processo, o Timbu recebe o Grêmio nos Aflitos neste domingo. O clube pode entrar em campo já rebaixado e Dado Cavalcanti falou um pouco sobre o aspecto psicológico do elenco.

“Talvez tenha sido a semana mais difícil no comando do Náutico. Nos dias que sucederam a partida fora de casa (Novorizontino), eu vivi muitas reflexões e só depois desse luto que eu achei um norte para tocar a semana de trabalho, em cima do jogo de domingo”. Ele continuou, garantindo que trará um time mais “oxigenado”.

“Existem formas diferentes de interpretar o momento. Tem atletas que caem mais que outros, tem os que se motivam mais, porque visualizam na dificuldade, oportunidades, e isso é bom. Fiz a opção, inclusive, de oxigenar um pouco mais a nossa equipe em campo”.

Assim, Dado garantiu que o seu foco, nesta partida, é garantir um time competitivo em campo. “Corremos um grande risco de já virmos treinar rebaixados, então, por isso, o direcionamento é para o jogo. É a sequência de uma derrota dolorosa, inexplicável. É um jogo duro, difícil, que traz lembranças ruins”.

Ele continua. “O discurso aqui é de usar o que o desportista tem de mais especial. O que não pode faltar em um jogo como esse é competir, é disputa. Independente de como a gente entre, o espírito tem que ser de competição”.

Náutico x Grêmio, em Porto Alegre
Jogo de ida terminou em 2×0 para o Grêmio – Lucas Uebel/Grêmio

Veja os principais pontos da coletiva de Dado Cavalcanti

Como chegar para o jogo contra o Grêmio?

“Talvez tenha sido a semana mais difícil no comando do Náutico. Nos dias que sucederam a partida fora de casa, eu vivi muitas reflexões e só depois desse luto que eu achei um norte para tocar a semana de trabalho, em cima do jogo de domingo”.

“Esse será um jogo que transcende o campeonato. Inevitavelmente será um jogo histórico, que vai além da briga ou não pela permanência do Náutico na Série B. Essa é a preparação que eu tenho trazido para os atletas. Corremos um grande risco de já virmos treinar rebaixados amanhã, então, por isso, o direcionamento é para o jogo”.

“É a sequência de uma derrota dolorosa, inexplicável. É um jogo duro, difícil, que traz lembranças ruins para o clube. Então, o discurso aqui é de usar o que o desportista tem de mais especial. O que não pode faltar em um jogo como esse é competir, é disputa. Independente de como a gente entre, o espírito tem que ser de competição”.

Clima no elenco

“Os momentos iniciais da reapresentação não podiam ser diferentes. Foi uma apresentação melancólica, uma chegada para treinamento cercada de tensão, inclusive com alguns incidentes aqui na entrada, o que a gente lamenta”.

“Esses primeiros dias foram mais difíceis. A partir do 1º momento, na segunda-feira, quando conversamos com os atletas sobre os direcionamentos da semana, acho que ficou mais palatável, conseguimos administrar”.

“Com relação aos jogadores, existem formas diferentes de interpretar o momento. Tem atletas que caem mais que outros, tem os que se motivam mais, porque visualizam na dificuldade, oportunidades, e isso é bom. Fiz a opção, inclusive, de oxigenar um pouco mais a nossa equipe em campo, mandar um time talvez menos talentoso, mas mais competitivo”.

Continuidade para 2023

“Sobre a manutenção, eu nunca falei, nunca comentei sobre isso, não conversei com ninguém da direção ainda sobre isso, porque acho, também, que não é o momento. Mas eu visualizo uma vantagem na permanência. Visualizo, principalmente, o fato de ter vivido e sentido tudo que aconteceu neste ano, independente do que vai acontecer nas próximas rodadas”.

“Na minha chegada, eu fiz um diagnóstico inteiro do clube com relação a tudo que aconteceu. Estou sendo o último treinador do ano e vejo isso como algo vantajoso, do ponto de vista de fazer minhas avaliações em relação a permanência”.

“No último ano, eu não tive a opção de escolha em nenhum dos clubes que passei. Assumi o Vitória que tinha uma punição que não podia fazer contratações e o clube precisou contratar todos os jogadores em 2021. Quando eu fui contratado, todos os jogadores já estavam lá. Eu não tive opção de escolha, de sentar, pensar em perfil, vetar alguma contratação”.

“Quando estive no Vila Nova, tentei resistir até a abertura da janela, já estávamos captando atletas que poderiam reforçar, e também não tive essa escolha de opinar, de mexer no elenco. Foram contratados, na abertura da janela, 12 atletas que contribuíram demais para que o Vila escapasse, muitos que já haviam sido captados com a minha participação”.

“E eu não tenho dúvidas que na minha vinda ao Náutico, eu também vivenciei isso. Não tive as opções que foram dadas. Eu tenho essa sede de começar um trabalho colocando o dedo, indicando, direcionando, buscando direcionamento, traçando perfil, com uma captação mais agressiva, buscando informações. Essa é minha função”.

“O interesse existe principalmente por isso. Na última vez que eu tive isso, foi com um êxito absurdo na conquista do título da Copa do Nordeste no Bahia (2021). Foi uma permanência de um ano para o outro. E já tinha acontecido em outro clubes”.

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