O dirigente voltou a presidir o órgão e se pronunciou pela primeira vez desde o retorno
De volta à presidência do Conselho Deliberativo do Santa Cruz, Marino Abreu se pronunciou, por meio de um ofício, pela primeira vez desde o seu retorno ao órgão. No comunicado, o dirigente rebateu algumas acusações feitas durante o período em que esteve fora e também reafirmou a isenção para conselheiros de baixa renda.
No período em que Marino Abreu esteve afastado, Ricardo de Paula, aliado do presidente Antônio Luiz Neto e que atuava como um interventor judicial, emitiu uma determinação para expulsar os conselheiros que não estavam contribuindo financeiramente com o clube.
Agora, com o retorno de Marino Abreu, a pauta deixa de ser votada e está mantida a contribuição dos conselheiros como facultativa, e não de forma obrigatória – conforme prevê o estatuto do clube.
“Torno, desde já, sem efeito qualquer determinação contrária sobre o referido tópico, declarando, portanto, que seguem sendo facultados os pagamentos de contribuições por parte dos Conselheiros Eleitos”, diz trecho do ofício.
Ainda no pronunciamento, Marino Abreu diz que esta é uma decisão que foi tomada desde o mandato de Mário Godoy, ex-presidente do Conselho Deliberativo do Santa Cruz. O presidente do órgão também diz que o fato da contribuição ser facultativa não exclui a importância de quem pode contribuir.
Por fim, Marino Abreu destacou que todos os poderes devem ser respeitados, com a preservação do contraditório.
“Finaliza-se o presente instrumento afirmando que todas as determinações do plenário sempre foram e sempre serão amplamente respeitadas, preservando-se o contraditório, a urbanidade e às diretrizes democráticas que sempre pautaram as ações deste Conselho Deliberativo”, diz outro trecho.

Entenda o pedido feito pelo Santa Cruz
O departamento jurídico do Santa Cruz alegava a necessidade da renovação para pacificar o clube na implementação do plano de pagamento aos credores. Além de acusar o mandatário do Conselho de irregularidades com o intuito de aumentar seu capital político para pedir seu afastamento, que foi aprovado em junho por um prazo de dois meses, em definitivo.
Entre elas, foram citadas no processo: a ausência de cobrança de mensalidades no Conselho Deliberativo do Santa Cruz algo que, segundo a peça, teria causado um prejuízo de quase R$ 700 mil ao clube.
Outro ponto abordado foi o fato do Conselho Deliberativo não ter empossado os 300 novos conselheiros aprovados pela gestão de Antônio Luiz Neto em votação extraordinária no início de seu mandato tampão, quando substituiu Joaquim Bezerra, que renunciou à presidência em março de 2022.
Assim, com a soma das duas medidas, os advogados apontaram na petição que o Santa Cruz teria deixado de arrecadar R$ 1,271 milhão. Contudo, o estatuto do clube prevê que Conselheiros podem ser isentos do pagamento das taxas a depender de suas condições financeiras.









0 comentários