Lateral do Fortaleza citou necessidade de se reinventar para superar desconfiança da torcida tricolor em seu retorno para Série B de 2018
Com mais de 300 jogos com a camisa do Fortaleza e portador da faixa de capitão no jogo que pode dar ao Leão – e ao Nordeste- seu primeiro título continental, o lateral Tinga está vivendo uma lua de mel com os tricolores alencarinos.
Dono de uma trajetória com duas passagens e nove títulos conquistados, o defensor relembrou a sua história no Pici na última entrevista coletiva antes do embate com a LDU, pela final da Copa Sul-Americana, neste sábado (28), às 17h (horário de Brasilia). Segundo ele, nem nos melhores sonhos do Tinga que chegou ao Laion em 2015, para a sua primeira passagem, o Fortaleza disputaria uma taça dessa magnitude em tão pouco tempo.
“Estou muito feliz de participar de uma final de Sul-Americana com a camisa do Fortaleza. É uma história muito bonita construída com a camisa do clube. Eu tive uma passagem antes em 2015 e retornei em 2018. Nem nos nossos maiores sonhos imaginávamos estar passando por este momento, disputando um título internacional. A caminhada vem sendo longa, mas vem sendo boa. Estou aprendendo muito e aproveitando muito”, rememorou o camisa 2.
Contudo, nem só de flores foi construída a relação entre o lateral e a torcida do Fortaleza, uma vez que o jogador era visto com desconfiança em seu retorno ao clube para disputar a Série B em 2019.
“Tivemos muita dificuldade no começo e aos poucos os objetivos se entrelaçaram. Em 2018, o Fortaleza estava disputando uma Série B e quando eu retornei, ninguém acreditava no meu potencial. Eu correndo atrás. Passinho a passinho. Degrau a degrau. Conseguimos um título importante, que foi a Série B, no ano seguinte nos mantivemos na Série A. Em 2020, nós melhoramos nível, mesmo em um ano que teve a pandemia, que dificultou as coisas para o clube”, explicou.

Outro fator essencial para o crescimento da equipe, na opinião de Tinga, foi a chegada de Vojvoda. Segundo ele, o treinador trouxe os elementos que faltavam para o elenco elevar seu patamar e cada jogar potencializar o seu nível de futebol.
“Em 2021, chegou o Vojvoda e ele mudou o nosso patamar. Isso me ajudou muito indivualmente, mas contrbuiu muito para o coletivo também. Em 2022, crescemos ainda mais e neste ano estamos desfrutando de um momento tão especial. Estou muito bem tecnicamente, taticamente e fisicamente, além de estar mentalmente bem preparado”, comentou.
Por fim, o capitão fez questão de destacar como a maturidade pode ajudar em um jogo tão importante para a história do clube. Criticado em seu retorno, Tinga resumiu sua passagem pelo Fortaleza em uma palavra: resiliência.
“Fico muito feliz de ter participado de todos esses momentos e acho que uma palavra que define bem (minha relação com o clube) é resiliência. Não desistir dos sonhos com as dificuldades e estar maduro para quando chegar os momentos piores. Estou maduro o suficiente para ajudar a todos e buscar esse título inédito”, concluiu.

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