Nomes do futebol concederam entrevista coletiva na tarde desta quarta (29)
“O Ceará não cabe na Série B”. Assim iniciou o novo executivo de futebol, Lucas Drubsky, apresentado junto ao diretor Haroldo Martins e ao coordenador técnico João Paulo Sanches, em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (29). O trio, que forma o departamento para a temporada de 2024, esteve ao lado do presidente João Paulo Silva.
Entre os assuntos abordados, a folha salarial parelha à da atual temporada chamou atenção. Apesar de não ter conquistado o acesso de divisão, o Vozão foi dono do elenco mais caro da competição. Para o próximo ano, o valor destinado somente a pagamento de atletas do time profissional masculino ficará entre 2,5 e 2,7 milhões de reais.

Com o montante, a projeção do Ceará é de errar menos. E, na visão da diretoria, o caminho para ser mais assertivo passa por tornar o processo de ida ao mercado mais técnico. Foi o que afirmou o diretor Haroldo Martins, defendendo a chegada de jogadores com o ‘perfil do clube’.
“O clube vai ter que ter recursos agora. Essa janela precisa ter uma margem de erro baixa, porque as contratações da primeira janela vão permanecer praticamente a temporada toda”, destacou o dirigente, que retomou o cargo depois de sete anos.
Departamento de mercado em destaque
Ainda de acordo com Haroldo, a triagem do departamento de análise de desempenho do Ceará será determinante para a temporada de 2024, que carrega uma pressão ainda maior – sobretudo por parte do torcedor – após o insucesso no principal objetivo deste ano: o acesso.
“O departamento de mercado vai passar a ser coração do clube. Os processos internos são técnicos a partir de agora: não vêm mais em reformulação de elenco, contratação e reposição porque alguém gosta, porque eu quero, porque eu acho que vai ajudar. Isso não existe mais aqui. Qualquer jogador passa por processo técnico”, ressaltou.
Ceará encaminha mudanças para 2024
Com o fim da Série B, a próxima temporada já é pautada dentro do Ceará. Com o técnico Vagner Mancini garantido na área técnica, a diretoria alvinegra se volta para as quatro linhas. O elenco alvinegro, diga-se, deve passar por grandes mudanças, com saídas já desenhadas.
O futuro de nomes como o dos laterais Michel Macedo e Warley, do volante Caíque, do meia Chay e do atacante Guilherme Bissoli tende a ser distante de Porangabuçu. E a lista tende a aumentar. O camisa 10 Jean Carlos, por exemplo, interessa ao Sport.
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