Vice-presidente George Queiroz confirma que clube avalia convites para torneios no exterior ainda em 2026
O processo de internacionalização das categorias de base do Sport pode ganhar novos capítulos ainda em 2026. Após disputar competições na Itália, Portugal, Japão e Espanha nos últimos anos, o Leão da Ilha avalia a possibilidade de realizar novas excursões internacionais no segundo semestre da temporada.
Em contato exclusivo com a reportagem do NE45, o vice-presidente das categorias de base, George Queirós, confirmou que o clube trabalha com essa possibilidade dentro do planejamento esportivo e financeiro, mas ressaltou que ainda não existe uma definição.
“Nós estabelecemos um planejamento financeiro e esportivo detalhado para o primeiro semestre e, da mesma forma, estruturamos as diretrizes para o segundo semestre. Dentro desse planejamento, existe sim a possibilidade de realizarmos algumas excursões fora, mas ainda não há uma definição cravada”, afirmou.
Segundo o dirigente, o Sport tem recebido convites e propostas para disputar torneios internacionais e, neste momento, realiza uma análise criteriosa para entender quais oportunidades podem trazer maior retorno esportivo ao clube.
“Estamos avaliando propostas e convites que recebemos, analisando o que é melhor para o clube em termos de nível de competitividade e ganho esportivo. É uma possibilidade que está sendo estudada e que não descartamos de maneira alguma.”
Nos últimos anos, a base rubro-negra participou de competições como a Viareggio Cup, na Itália, a Algarve Cup, em Portugal, o World Football Festival, no Japão, e a Mad Cup, na Espanha. O torneio espanhol, inclusive, tornou-se uma referência positiva para o clube, que conquistou o bicampeonato consecutivo da competição em 2024 e 2025.
Viagens exigem planejamento financeiro
Apesar do interesse em manter o calendário internacional, a questão financeira segue sendo um fator determinante para qualquer decisão. Em 2025, o Sport investiu cerca de R$ 460 mil para levar as equipes Sub-19 e Sub-16 à Mad Cup, na Espanha. A delegação contou com 48 pessoas, entre atletas, comissão técnica e funcionários.
O cenário atual, porém, exige cautela. Após o descenso do futebol profissional, o clube vem adotando uma política de maior controle dos gastos e tem evitado investimentos considerados elevados, o que torna qualquer viagem internacional dependente de um planejamento detalhado.
Embora o Sport divulgue periodicamente informações financeiras por meio do Portal da Transparência, os valores destinados exclusivamente às categorias de base não são discriminados. O Relatório Trimestral de 2026 apresenta um orçamento geral de R$ 82,7 milhões para o clube, mas não separa quanto é destinado especificamente ao departamento de formação.
O documento informa apenas que, em março deste ano, o investimento com os 109 atletas do futebol, considerando o profissional masculino, o futebol feminino e as categorias de base, foi de R$ 4,22 milhões.
Desse montante, R$ 3,56 milhões correspondem exclusivamente ao elenco profissional masculino, enquanto o valor restante engloba simultaneamente o futebol feminino e toda a base, sem detalhamento por setor.
Já em fevereiro, o clube informou que a reestruturação das categorias de base foi realizada com responsabilidade orçamentária e destacou que houve redução da folha salarial em relação ao ano anterior, mas também sem divulgar os valores específicos.











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