O Vozão segue em queda livre na Segundona
A estreia de Daniel Paulista no comando do Ceará terminou com derrota, mas o treinador demonstrou confiança na recuperação da equipe na Série B. Após o revés, o comandante lamentou o resultado, reconheceu o momento delicado vivido pelo clube e reforçou que acredita na capacidade do elenco para mudar o cenário nas próximas rodadas.
“Olhando pelo aspecto do início de trabalho, com apenas três dias de treinamento e muitos jogadores jovens assimilando um novo modelo de jogo, acredito que tivemos um volume de jogo satisfatório”, iniciou.
“Conseguimos imprimir um bom ritmo e os números, como a posse de bola e as finalizações, comprovam isso. Entretanto, faltou maior efetividade no terço final do campo, pois rondamos a área adversária e criamos situações de bola parada, mas não finalizamos com a qualidade necessária”, completou.
O treinador ressaltou que encontrou um ambiente favorável para desenvolver o trabalho, elogiando a estrutura do clube e a qualidade do elenco. Segundo ele, o principal desafio neste início de trajetória é promover ajustes coletivos para que a equipe consiga transformar desempenho em resultados positivos.
“Precisamos manter o equilíbrio neste momento, pois compreendemos a insatisfação do torcedor, assim como a nossa. Eu gostaria de um resultado diferente pelo volume que a equipe apresentou, mas estamos implementando uma nova ideia de jogo, tanto ofensiva quanto defensiva. Até o segundo gol, aos 80 minutos, tivemos volume para jogar fora de casa, mas faltaram efetividade ofensiva e uma postura defensiva mais contundente. Vamos buscar reverter essa situação, pois o Ceará não deve estar na posição em que se encontra”, afirmou.
“O Ceará é uma grande equipe e deve sempre lutar por grandes objetivos, mas a realidade imediata é vencer o próximo jogo para não depender de outros resultados e evitar a zona de rebaixamento. Já tínhamos ciência das dificuldades e da complexidade deste desafio e não fugimos da responsabilidade. Embora o objetivo inicial da temporada fosse o acesso, a realidade atual nos obriga a lutar para sair dessa situação perigosa. Somente após conquistarmos melhores resultados, poderemos voltar a pensar no objetivo original”, finalizou.










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