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Ceni enxerga força mental do Bahia para virar jogo contra o Internacional e prega controle de ansiedade no elenco

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Por Antonio Marzaro

Por Antonio Marzaro

Postado dia 31 de agosto de 2026

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Tricolor saiu atrás no placar, marcou três vezes ainda no primeiro tempo e segurou triunfo por 3 x 2 na Fonte Nova

O Bahia venceu o Internacional por 3 x 2, de virada, neste domingo (30), na Arena Fonte Nova, pela 25ª rodada da Série A, e chegou ao 5º lugar da competição. Após sair atrás aos 16 minutos, o Tricolor de Aço reagiu rapidamente, marcou três vezes ainda no primeiro tempo e conseguiu sustentar a vantagem na etapa final.

Na entrevista coletiva após a partida, o técnico Rogério Ceni destacou a força mental da equipe para reagir ao gol sofrido e também valorizou a produção ofensiva do time.

“Eles perderam uma chance no lance seguinte ao gol. Eles poderiam ter feito o terceiro, mas a gente também poderia ter feito o quarto. Há uma série de possibilidades para os dois lados. A gente construiu o 3 x 1 e teve força mental para virar o jogo saindo atrás com 16 minutos. Em 30 minutos a gente virou um jogo para 3 x 1. Isso demonstra força mental”, iniciou Ceni.

“Futebol é isso, são chances para você e contra. Acho que perdemos mais chances que o Inter. Pulga cabeceia uma bola muito perto do gol. O time cria, tem volume, chega. Quando a gente vai cansando, depois de criar tanto, é natural… se você não matar o jogo, dá chances ao adversário. O Inter precisava muito vencer hoje, tem bons jogadores, na minha opinião é um bom time”, acrescentou.

Rogério Ceni, técnico do Bahia

Rogério Ceni, treinador do Bahia – Foto: Letícia Martins/EC Bahia

Controle da ansiedade

Apesar do triunfo, o técnico também fez uma ressalva sobre o comportamento do Bahia em alguns momentos da partida. Ceni afirmou que a equipe ainda demonstra ansiedade para acelerar as jogadas, especialmente quando atua na Fonte Nova, citando o segundo gol do Internacional como exemplo de uma decisão equivocada que acabou dando ao adversário a possibilidade de iniciar o contra-ataque.

“O lance do segundo gol do Inter começa com um jogada nossa lá no ataque. A gente tinha quatro jogadores na segunda trave, mas a escolha é por fazer uma tabela. Dali o Inter sofre uma falta, cobra rápido e faz o gol. Começa com uma escolha errada. Mas fizemos três gols no jogo. O Pulga, que é um ponta, fez dois. Muito tempo que um ponta nosso não faz dois gols”, apontou.

“Então tem essas situações das decisões, acho que também ficamos muito ansiosos, o torcedor gosta desse jogo de transição, mas ele não nos faz bem. Às vezes a gente não consegue, jogando em casa, fazer isso o tempo todo. Noto que os jogadores se sentem ansiosos aqui, não conseguem se soltar. Eles querem agradar ao torcedor e deixam de fazer a jogada certa para acelerar. Não temos um time para fazer esse tipo de jogo, não é saudável entrar nesse ritmo”, concluiu.

O triunfo sobre o Internacional ampliou a sequência positiva do Esquadrão no Campeonato Brasileiro, que chegou a oito jogos consecutivos sem perder e ganhou força na disputa pelas primeiras posições da tabela. Agora, a equipe de Rogério Ceni volta a campo no próximo sábado (5), quando visita o Bragantino, no Estádio Cícero de Souza Marques, pela 26ª rodada da Série A.

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