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Capitão, Tinga relembra história no Fortaleza antes de decisão e enaltece importância de Vojvoda: “Mudou nosso patamar” 

Copa Sul-Americana, CE, Fortaleza, Últimas

Por Yago Mendes

Por Yago Mendes

Postado dia 28 de outubro de 2023

Lateral do Fortaleza citou necessidade de se reinventar para superar desconfiança da torcida tricolor em seu retorno para Série B de 2018

Com mais de 300 jogos com a camisa do Fortaleza e portador da faixa de capitão no jogo que pode dar ao Leão – e ao Nordeste- seu primeiro título continental, o lateral Tinga está vivendo uma lua de mel com os tricolores alencarinos.

Dono de uma trajetória com duas passagens e nove títulos conquistados, o defensor relembrou a sua história no Pici na última entrevista coletiva antes do embate com a LDU, pela final da Copa Sul-Americana, neste sábado (28), às 17h (horário de Brasilia). Segundo ele, nem nos melhores sonhos do Tinga que chegou ao Laion em 2015, para a sua primeira passagem, o Fortaleza disputaria uma taça dessa magnitude em tão pouco tempo.

“Estou muito feliz de participar de uma final de Sul-Americana com a camisa do Fortaleza. É uma história muito bonita construída com a camisa do clube. Eu tive uma passagem antes em 2015 e retornei em 2018. Nem nos nossos maiores sonhos imaginávamos estar passando por este momento, disputando um título internacional. A caminhada vem sendo longa, mas vem sendo boa. Estou aprendendo muito e aproveitando muito”, rememorou o camisa 2.


Contudo, nem só de flores foi construída a relação entre o lateral e a torcida do Fortaleza, uma vez que o jogador era visto com desconfiança em seu retorno ao clube para disputar a Série B em 2019.

“Tivemos muita dificuldade no começo e aos poucos os objetivos se entrelaçaram. Em 2018, o Fortaleza estava disputando uma Série B e quando eu retornei, ninguém acreditava no meu potencial. Eu correndo atrás. Passinho a passinho. Degrau a degrau. Conseguimos um título importante, que foi a Série B, no ano seguinte nos mantivemos na Série A. Em 2020, nós melhoramos nível, mesmo em um ano que teve a pandemia, que dificultou as coisas para o clube”, explicou. 

Tinga e Vojvoda concedem entrevista coletiva antes de jogo entre Fortaleza x LDU
Lateral do Leão concedeu entrevista ao lado do treinador na véspera do jogo diante da LDU – Foto: Mateus Lotif/Fortaleza

Outro fator essencial para o crescimento da equipe, na opinião de Tinga, foi a chegada de Vojvoda. Segundo ele, o treinador trouxe os elementos que faltavam para o elenco elevar seu patamar e cada jogar potencializar o seu nível de futebol.

“Em 2021, chegou o Vojvoda e ele mudou o nosso patamar. Isso me ajudou muito indivualmente, mas contrbuiu muito para o coletivo também. Em 2022, crescemos ainda mais e neste ano estamos desfrutando de um momento tão especial. Estou muito bem tecnicamente, taticamente e fisicamente, além de estar mentalmente bem preparado”, comentou.

Por fim, o capitão fez questão de destacar como a maturidade pode ajudar em um jogo tão importante para a história do clube. Criticado em seu retorno, Tinga resumiu sua passagem pelo Fortaleza em uma palavra: resiliência.

“Fico muito feliz de ter participado de todos esses momentos e acho que uma palavra que define bem (minha relação com o clube) é resiliência. Não desistir dos sonhos com as dificuldades e estar maduro para quando chegar os momentos piores. Estou maduro o suficiente para ajudar a todos e buscar esse título inédito”, concluiu.

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