O presidente João Paulo Silva foi alvo de uma ação de conselheiros e sócios proprietários do Ceará
Enquanto luta contra o rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro, o Ceará vive situação delicada também fora das quatro linhas. Nesta quarta-feira (26), um grupo, formado por 21 conselheiros e sócios-proprietários do clube, informou em nota oficial que entrou com uma ação na justiça para requerer o afastamento cautelar do presidente da Diretoria Executiva, João Paulo Silva.
A medida foi tomada devido a “preocupação com a deterioração patrimonial do Ceará Sporting Club”, explicou o grupo, que completou lembrando do déficit de R$ 80 milhões e passivo acima de R$ 200 milhões apresentados nas demonstrações financeiras referentes ao ano de 2025. “Mantida a atual dinâmica, a dívida poderá superar R$ 400 milhões até o fim de 2026, comprometendo a capacidade financeira e a viabilidade futura do clube”, ponderou.

Foto: Gabriel Silva/Ceará SC
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Ainda de acordo com a nota oficial, o processo ajuizado pelos sócios proprietários e conselheiros “questiona um conjunto de decisões, operações financeiras e práticas administrativas, e não apenas um ato isolado”. Desta maneira, a ação “requer que João Paulo Silva seja intimado a comprovar, documentalmente, a regularidade de determinadas operações financeiras, despesas e atos de gestão”.
Enquanto não realiza tais comprovações, os autores da medida pedem o afastamento cautelar da Presidência, com o cargo sendo assumido pelo substituto estatutário. Outra solicitação é para que, durante o afastamento, João Paulo fique impedido de praticar “atos de gestão, movimentar contas bancárias, celebrar contratos, emitir ordens de pagamento, contratar empréstimos ou realizar novas antecipações de receitas”.
Caso as irregularidades sejam reconhecidas pela justiça, o grupo pede a “destituição definitiva de João Paulo Silva e sua inabilitação, por dez anos, para cargos ou funções de direito em organizações esportivas, nos termos da legislação aplicável”. Eles concluíram a nota oficial informando que a iniciativa “não se dirige ao Ceará Sporting Club, mas busca proteger seu patrimônio, sua institucionalidade e sua continuidade”.
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