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“Quando a gente conquistou? Quando o time era operário”, diz Diógenes ao falar de mudança no perfil do elenco do Náutico

Náutico, Copa do Brasil, Copa do Nordeste, PE, Pernambucano, Série C, Últimas

Por Lucas Holanda

Por Lucas Holanda

Postado dia 15 de fevereiro de 2023

“Quando a gente conquistou? Quando o time era operário, se matava dentro de campo”. A fala do presidente Diógenes Braga, durante entrevista ao NE45, explica a mudança no perfil do elenco do Náutico para 2023. Se em 2022 o clube – rebaixado para a Série C – sofreu com problemas físicos com seus atletas durante toda a temporada, este ano, ao menos até aqui, vem conseguindo superar a questão.

Com protocolos mais rígidos e focados no melhor condicionamento físico dos atletas, o Náutico se mostra um time mais inteiro fisicamente, em um cenário bem diferente do que se via em 2022. Segundo o presidente alvirrubro, o clube reconheceu a falha e buscou olhar para o departamento de futebol não apenas exclusivamente no campo, mas também com os processos necessários antes de a bola rolar.

“No ano passado, tecnicamente a gente tinha um time de nível mais alto (em comparação com 2023), mas fisicamente não. Se focou apenas na qualidade técnica. Esse ano não. Quando a gente conquistou? Quando o time era operário, se matava dentro de campo. Dificilmente um time que corre mais do que o outro perde o jogo. A parte científica não garante a vitória, mas dá competitividade. Em dado momento a gente perdeu essa parte científica, mas estamos retomando”, disse Diógenes.


“O que a gente buscou resgatar foi o trabalho científico na prospecção na montagem do elenco e dar atenção maior para a gestão de pessoas. A gente não focou apenas no time que entra em campo. Em determinado momento a gente deixou de trabalhar o departamento como um todo para focar só no campo, que é a ponta do iceberg. A gente está resgatando isso”, completou.

Diógenes Braga - Presidente do Náutico
Foto: Tiago Caldas/CNC

Náutico manteve poucos remanescentes

Deixando de lado os jogadores da base, o Náutico manteve apenas três remanescentes do elenco rebaixado para a Série C em 2022: o zagueiro Anílson, o lateral-direito Victor Ferraz e o meio-campista Souza. Desses, o único que não tinha contrato e precisou passar por um processo de renovação foi Victor Ferraz.

Sobre o processo de manutenção das peças, o presidente Diógenes Braga revelou que foi algo que passou muito pelas mãos do técnico Dado Cavalcanti, que viveu na pele todos os problemas do grupo em 2022. Além disso, o mandatário também citou a “constatação comportamental baseada no comprometimento com o clube”.

“Entendo que não é querer ou não querer (ficar com mais peças do ano passado). Acho que esse feeling precisava passar por muito pela comissão técnica que foi mantida. O feeling do que o treinador viveu, do processo final. Não é nem o feeling, mas a constatação comportamental baseada no comprometimento com o clube. Baseada no respeito com o clube. Posso dizer que Victor Ferraz e Souza, por exemplo, não aceitaram o rebaixamento. E eles se negaram a encerrar as histórias deles no clube com o rebaixamento”, finalizou o presidente do Náutico.

Náutico marca nos acréscimos e busca empate com o Sport no primeiro Clássico dos Clássicos de 2023
Foto: Tiago Caldas/CNC

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