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Confiança resiste, mas perde por 3 x 1 e vê Chapecoense campeã

(Foto: Fernando Moreno, Dinho Zanotto/AGIF, via Brasileirão)
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Um coadjuvante abusado. Assim foi o papel do Confiança na noite desta sexta-feira, na partida contra a Chapecoense, na Arena Condá. Sem aspirações na rodada final da Série B, já de permanência garantida, o Dragão complicou o quanto pôde a vida dos donos da casa, que ainda sonhavam com o título. Depois de sair perdendo já no início do jogo, o time sergipano se recuperou e até buscou o empate, mas não matou o resultado quando teve a chance. Com isso, os catarinenses se recuperarem no fim e buscaram dois gols em 15 minutos, tudo o que precisavam para levantar a taça da Série B 2020.

Olho na Arena Condá, olho no Independência

Embora o adversário fosse o Confiança, as atenções da Chapecoense pareciam mais voltadas para o América-MG, que recebia o Avaí em Minas. Empatados em pontos, números de vitórias e saldo antes da rodada, o Coelho chegou como líder por ter mais gols marcados. Logo, quem vencesse por um placar mais vantajoso ficaria com o título.

E isso fez a Chape se lançar com tudo num início de jogo arrasador. Pressionando a saída de bola do Confiança, os alviverdes logo abriram o placar com 4 minutos, depois que Anselmo Ramon girou livre na área e bater rasteiro no canto. Rafael Santos demorou muito a reagir e não alcançou a bola. Enquanto isso, em Minas, o Avaí tinha um pênalti a seu favor. Com a liderança, a euforia tomou conta da Arena Condá.

Mas instantes depois veio a notícia de que o pênalti foi desperdiçado e em seguida, o primeiro gol do América-MG. Enquanto isso, Denner acertava o travessão aos 7′ e mandaria mais uma por cima da meta aos 11′, quase marcando o segundo. Só que quem marcou o 2 x 0 foi o Coelho, o que obrigaria a Chape a fazer mais dois, pelo menos.

Confiança “entra” no jogo

O agravante do Independência esfriou os ânimos da Chape. E o Dragão, então, botou as garras para fora e começou a roubar o papel de protagonista no jogo. Bruno Paraíba chegou na entrada da área, mas mandou por cima aos 41′ e Serginho arriscou de longe aos 46′, dando trabalho para João Ricardo espalmar.

Segundo tempo

O Confiança se manteve mais solto depois do intervalo, marcando com linhas mais altas nos primeiros minutos e já arriscando a primeira bola, aos 2 minutos, com Reis de fora da área. E foi aos 9′, que o atacante iniciou a jogada ainda no campo de defesa, limpou a marcação, abriu na esquerda e invadiu a área a tempo de fuzilar de cabeço no cruzamento preciso.

O empate foi ainda mais doloroso para a Chapecoense, que sequer conseguia voltar a finalizar. Nem mesmo o gol do Avaí, diminuindo a vantagem do América-MG para 2 x 1, parecia devolver o ânimo dos catarinenses. Pelo contrário, por muito pouco Alyson não virou o placar aos 30′, depois de um belíssimo passe de Silva, que o deixou de cara com o gol. João Ricardo fechou o ângulo. Era a chance de matar o jogo.

Chape acorda de novo

Logo depois do gol perdido, o castigo veio para o Confiança. Aos 33′, Anselmo Ramon inverteu os papéis, saiu da área e cruzou rasteiro em diagonal. Rafael não alcançou a bola e Perotti escorou de carrinho para o fundo da rede. 2 x 1. De novo na frente e mantido o mesmo resultado no Independência, mais uma vez bastava um único gol para a Chape levantar a taça. E veio uma sequência de chances. Matheus Ribeiro bateu por fora da rede aos 35′, Rafael salvou cabeçada de Alan Santos aos 38′, e Perotti de novo marcou aos 39′, porém foi marcado impedimento – bastante duvidoso.

Título heróico

A essa altura, o banco da Chapecoense já tinha todos os atletas de pé. Ainda viram João Ricardo salvar frente a frente com Ari Moura aos 44′. Restava ao Confiança segurar os seis minutos de acréscimos. Não deu. Bruno Silva foi derrubado na área aos 48′, e depois de confusão e expulsão de Denner, Anselmo Ramon cobrou de cavadinha aos 50′, marcando o gol do título heroico da Chape.

Estatísticas

Posse de bola: Chapecoense 48% x 52% Confiança
Finalizações: Chapecoense 17 x 20 Confiança
Finalizações no gol: Chapecoense 6 x 7 Confiança
Passes certos: Chapecoense 298 (78%) x 321 (79%) Confiança
Faltas: Chapecoense 13 x 20 Confiança
Desarmes: Chapecoense 11 x 11 Confiança
Defesas do goleiro: Chapecoense 6 x 3 Confiança

Fonte: Sofascore

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