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Preparador esmiúça trabalho com goleiros no Santa: “Não tenho medo de lançar”

No Arruda desde 2018, preparador de goleiros vem sendo responsável direto por lançar jovens de alto nível na posição

Foto: Rafael Melo/Santa Cruz

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Anderson, em 2019, Maycon Cleiton, em 2020 e, agora, Jordan. Experimentos bem sucedidos no gol do Santa Cruz que não são fruto do acaso. Longe disso. Na verdade, o sucesso do clube em encontrar e lançar jovens goleiros no mercado tem um nome por trás: o preparador Renato Pontes. Em entrevista exclusiva ao NE45, Renato conta a trajetória dos últimos três anos no Arruda e esmiúça trabalho que vem credenciando o Tricolor nos últimos três anos como uma vitrine de jovens talentos na posição.

Confira, na íntegra, a entrevista

Filosofia de trabalho

“Trabalho para que o atleta não venha sentir em nenhum momento, nem de treino e de jogo. Uma situação que trabalho muito é a situação de jogo em si, estudamos o adversário antes e o treino da semana a gente vai em cima da característica que a gente vai enfrentar. Se a gente ver que o time que usa muito bola aérea, com cabeceio, a gente preza por fazer esse trabalho. Hoje a gente tem que saber que um goleiro de qualidade precisa ler o jogo. O goleiro deixou de ser uma posição em que precisa ‘só defender’. Essa é uma ideia do passado. Ele tem que analisar, estudar o adversário, saber se projetar dentro do jogo, tanto com defesas tanto quanto antecipações, saídas de gol, com os pés”.

Anderson e Maycon Cleiton

“Todos têm um perfil que eu gosto muito de trabalhar, que são goleiros de personalidade forte, porque para defender o Santa Cruz – e eu cobro isso – tem que beirar à perfeição para poder se destacar. Em 2020 foi a oportunidade do Maycon, a gente sabia que ele daria frutos pelas últimas duas temporadas em que ele estava comigo. Em 2019 com o Anderson, depois da lesão do Ricardo Ernesto eu coloquei ele pra jogar e, desde então, não saiu mais. Todo no nosso trabalho vem sendo fruto de observação, mas sobretudo de oportunidade”.

Do sub-23 à titularidade absoluta: Jordan, o nome da vez

“O Jordan, ele tem uma força muito grande de reação, de potência. E ele é um goleiro que hoje, a maioria das defesas que ele consegue realizar são defesas de um nível de dificuldade muito grande. Mas eu sempre digo a ele para prezar sempre pelas bolas mais fáceis, porque são, na verdade, as mais difíceis do jogo, já que as mais fáceis é que vão credenciar você para chegar nas mais difíceis. Esse ano Jordan começou a temporada, chegou em outubro para disputar o sub-23, vimos qualidade no Jordan e fizemos pela continuidade dele no clube pra poder dar sequência e revelar atletas de alto nível”.

“Não tenho medo de lançar jovens”

“Não é fácil poder lançar goleiros que nunca jogaram no profissional. A desconfiança vai existir, normal, os treinadores têm um pouco de medo porque a posição é crucial. Sabemos da importância de um goleiro para a equipe e sempre converso que eles têm toda a minha confiança. Não tenho medo de lançar esses atletas no mercado. O Anderson e o Maycon foram pra times de primeira divisão (Athletico-PR e Red Bull Bragantino, respectivamente). O Jordan também caminha a passos largos para seguir o mesmo caminho. É um trabalho prazeroso, gratificante”.

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