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Hélio vê Náutico competitivo e liga alerta com expulsões

Técnico avaliou o momento do Timbu após derrota para o Avaí; veja entrevista coletiva na íntegra

Foto: Divulgação/ CNC

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O Náutico perdeu para o Avaí por 2 a 0, neste sábado, na Ressacada e chegou à quarta derrota consecutiva na Série B. Depois do confronto, o técnico Hélio dos Anjos destacou o retorno da competitividade da equipe nas duas últimas partidas, mas demonstrou preocupação com as expulsões – foi o terceiro jogo seguido do Alvirrubro com cartão vermelho, no caso desta noite Bryan.

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Além disso, o treinador pregou reação imediata em relação à instabilidade que tirou o Náutico do G4 da Segundona e trouxe para si a responsabilidade, mas relembrou a campanha construída até aqui e disse que o Timbu está vivo. “Estamos fortes em termos de pontuação”. Atualmente, o Náutico é sexto lugar, com 30 pontos, mesma pontuação do Sampaio, que abre o G4, e apenas três abaixo do líder Coritiba. Leia ou ouça, abaixo, na íntegra, a entrevista coletiva do treinador.

Entrevista coletiva de hélio dos anjos após jogo contra o avaí

Entrevista coletiva de Hélio dos Anjos

 A entrada de Luiz Henrique foi para deixar o time mais ofensivo? 

“O jogador de maior sentido de marcação que eu tinha no banco era Luiz, para cumprir a função que Trindade começou a fazer. Trindade hoje trabalhou pelo lado direito, Luiz é um jogador também que trabalha pela direita porque é destro. Então entre Luiz e Marciel em termos de marcação, optei por Luiz. E não vi isso como o maior problema da nossa equipe. Inclusive Luiz tem entrado bem nos jogos e hoje não foi a entrada dele no lugar de Trindade que ocasionou qualquer problema para nós”.

O que mais te preocupa nessa sequência negativa do Náutico em termos de desempenho, resultado e classificação? 

“A nível de conjunto, de jogo, pelo menos encorpamos em termos de competitividade nos dois últimos jogos. Competitividade voltou a ser boa, hoje estávamos com o jogo sob controle, trabalhado da melhor maneira, equilibrado, e tivemos o problema da expulsão. O que mais me preocupa neste momento é estar com o jogo totalmente equilibrado e perder um jogador expulso principalmente por erro de posicionamento, de matar uma jogada com possibilidade de recuperar, também o tipo de expulsão tivemos contra o Sampaio, que trouxe transtorno para nós também para esse jogo, mesmo tendo uma atuação muito convincente tanto de Yago quanto de Rafael. Então esse pequeno desequilíbrio emocional é o que está me chamando atenção. Hoje tivemos um comportamento até a hora da expulsão adequado às condições do jogo, forte, agressivo, de ambas as equipes. Depois da expulsão infelizmente tomamos o gol muito rápido, foi a única situação criada pelo Avaí. Retornamos bem ao jogo mesmo com um homem a menos, demos chances aos adversários, mas tentamos jogar. Me preocupo, sim, é um momento de instabilidade, estamos dentro do grupo de classificação, estamos dentro do grupo das seis, sete equipes que estão disputando neste momento, mas o preço está sendo muito caro de não somar pontos e sair da primeira colocação e hoje ser o sexto colocado com possibilidades de ser até o sétimo no fim da rodada. Mas temos que seguir em frente, terça-feira temos um jogo em casa que não tem como a gente não fazer prevalecer mando de campo e fazer resultado”.

Rendimento individual de Alex Alves: o que você tem achado das últimas atuações individuais? Você tem gostado, sentido segurança? Passa pela sua cabeça fazer uma alteração no gol?

“Não vou direcionar qualquer decisão minha pública em um momento desses. Estou saindo de um jogo, entrando em uma coletiva. Não vou falar individualmente daquilo que posso fazer para o futuro. Tenho meu pensamento sobre a minha equipe, tenho os dados sobre os meus jogadores, individualmente discutimos muito isso. Tenho por norma não definir nada antes de conversar com o grupo, qualquer decisão que eu tome em termos de escalação só coloco publicamente na hora do jogo. E aquilo que quero citar, cito antes aos meus jogadores, tudo a gente discute primeiramente com os jogadores. Essa questão de a gente criar um culpado em relação a resultado, se tiver que criar um culpado em relação a culpado, rendimento, essa responsabilidade é minha. Eu sou o responsável pelos resultados, eu que coloco o jogador em campo. As decisões são tomadas por mim então naturalmente o responsável principal por esses resultados no caso é quem comanda, sou eu”.

Como explicar a quantidade de gols sofridos e a má fase dentro da competição?

Nos últimos quatro jogos, tomamos mais de 60% dos gols tomados em toda a competição. Então isso mostra esse desequilíbrio que estamos tendo. Não estou satisfeito com isso, não vi hoje erros grotescos ao tomar os gols, realmente gostei muito da competitividade que a equipe teve, principalmente se for olhar a relação pontos de marcação, os dois zagueiros, as laterais, principalmente Hereda. Então tivemos um comportamento muito bom defensivo. Hoje tomamos dois gols numa situação de muita dificuldade em função do homem a menos e do primeiro gol sair rápido. É um momento difícil, que temos que ter as reações naturais, mas também não temos que colocar culpas em quem não tem. A responsabilidade é minha. A responsabilidade dos gols tomados, do resultado, é do treinador. Eu que tenho que procurar solucionar isso. Mas estamos vivos dentro da competição, estamos fortes dentro da competição em termos de pontuação. Mas estamos instáveis. E essa instabilidade tem que terminar muito rápido para darmos sequência em busca do nosso objetivo”.

Arbitragem e terceira expulsão seguida. 

“Não quero criar muleta para derrota em relação à arbitragem, quero deixar as coisas bem claras porque muitas vezes a gente é mal interpretado. As pessoas acham que fazer um comentário da arbitragem hoje é uma forma de proteger nossos erros. Tivemos um jogador expulso hoje por erro de posicionamento nosso, não encaixamos no rebote, matamos uma jogada que não precisava porque o adversário ia correr 70 metros e tínhamos amplas condições de recuperação, principalmente pela característica do time do Avaí que não é um time rápido. E nós infelizmente fizemos uma falta que não tinha necessidade. Então é um descontrole emocional, na percepção do jogo. A reação da minha equipe em termos de competitividade, jogo, equilíbrio, tentativas, foi positiva. Esse lado emocional em relação à expulsão me chama atenção, eu não gosto. Não gostei da expulsão de Camutanga, não gostei da expulsão tecnicamente de Bryan. Carlão nem merecia ser expulso do jogo, os juízes, como sempre, eles gostam de fazer isso. Teve um pequeno problema, quem expulsou Carlão no nosso jogo foi o quarto árbitro. Ele que expulsou Carlão, quero deixar bem claro. E sei o que passamos aqui com o quarto árbitro de Santa Catarina, então fazer esse alerta. Quando eu falo, reclamo, dos quatro árbitros de Pernambuco, acham ruim. Então outra coisa que quero deixar bem claro, a questão de momento, não é um momento legal. Estamos no bolo de classificação, estamos fortes dentro desse bolo, mas a instabilidade de resultado está trazendo transtorno. Tanto que saímos da primeira colocação para sétima”.

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